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Rafael Marques e generais procuram acordo extrajudicial

  • Redacção VOA

Rafael Marques

Rafael Marques

Audiência de hoje adiada para 14 de Maio.

O jornalista e activista angolano Rafael Marques e os generais que o acusam de denúncia caluniosa pelas revelações feitas no livro “Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola” decidiram procurar um acordo extrajudicial, confirmou Marques à VOA nesta quinta-feira, 23.

A audiência no Tribunal Provincial de Luanda prevista para hoje foi adiada para o dia 14 de Maio e durante esse período as duas partes vão tentar encontrar um entendimento “amigável”.

Rafael Marques é acusado de denúncia caluniosa por ter exposto abusos contra os direitos humanos na província diamantífera angolana da Lunda Norte, com a publicação, em Portugal, em Setembro de 2011, do livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola".

O julgamento do jornalista e activista começou a 24 de Março.

Sete generais, liderados pelo ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”, para além de representantes da direcção de duas empresas diamantíferas (sócios dos generais), nomeadamente da Sociedade Mineira do Cuango e da ITM-Mining, são os queixosos.

Os restantes seis generais são Carlos Alberto Hendrick Vaal da Silva (inspector-geral do Estado-Maior General das FAA), Armando da Cruz Neto (deputado do MPLA), Adriano Makevela Mackenzie, João Baptista de Matos, Luís Pereira Faceira e António Emílio Faceira.

Os Repórteres Sem Fronteiras e outras 16 organizações de defesa da liberdade de imprensa e de expressão contestaram as acusações da justiça angolana contra Rafael Marques e pediram que o julgamento fosse anulado.

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