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Rafael Marques e colega queniano compartilham prémio no Canadá

  • Redacção VOA

Rafael Marques

Rafael Marques

O Prémio Allard para a Integridade Internacional, da Universidade de British Columbia, destingue aqueles que lutam contra corrupção e promovem os direitos humanos.

O jornalista angolano Rafael Marques e o seu colega queniano John Githongo foram os vencedores de 2015 do Prémio Allard para a Integridade Internacional, da Universidade de British Columbia (UBC), no Canadá.

O prémio, no valor de 100 mil dólares, a ser dividido entre os dois jornalistas, é um dos maiores do mundo em matéria de combate à corrupção e promoção dos direitos humanos.

"Em casa eu sou vilipendiado por lutar contra a corrupção e no exterior eu sou reconhecido por fazê-lo", disse Rafael Marques na cerimónia de entrega do prémio.

O prémio “é um incentivo excepcional para continuar a fazer o meu trabalho”, afirmou Marques, adiantando que “ele vai ressoar em Angola, como um testamento contra a corrupção numa cleptocracia”.

Na ocasião, o jornalista e activista afirmou acreditar que “este prémio continuará a ajudar a mudar a percepção em Angola, onde as pessoas são forçadas a se envolverem diariamente na corrupção como um modo de vida".

Por seu vez, o jornalista John Githong disse que o “reconhecimento serve como um incentivo e um importante reconhecimento de que existe em todo o mundo uma parceria entre todas as pessoas que se preocupam com a dignidade humana, no combate à corrupção e ao roubo, bem como os seus efeitos tóxicos."

Em nota, a Universidade canadiana de British Columbia escreve que Rafael Marques “dedicou sua carreira à sensibilização do público para a corrupção, os conflitos devido aos diamantes e a brutalidade da força policial no seu país natal”.

Aquela instituição destaca que, apesar das ameaças à sua vida, acções judiciais e detenção injusta, Marques “continua a escrever extensivamente sobre esses temas”.

Por seu lado, em 2004, o jornalista John Githongo denunciou um escândalo de corrupção de mil milhões de dólares por parte do Governo do Quénia.

Actualmente, Githongo continua a promover uma “cidadania informada e a mobilizar as pessoas a denunciarem a corrupção”.

O Prémio Peter A. Allard, da Faculdade de Direito da Universidade de British Columbia, no Canadá, foi criado em Outubro de 2012 e é concedido a cada dois anos a indivíduos, movimentos ou organizações que revelem coragem no combate à corrupção, nomeadamente através da promoção da transparência, prestação de contas e do Estado de Direito.

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