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Rádio Despertar acusa Governo de discriminação

  • Coque Mukuta

Emanuel Malaquias, director-geral da Rádio Despertar

Emanuel Malaquias, director-geral da Rádio Despertar

Em causa está o facto de não receber subsídios do Estado, ao contrário de outros rádios.

Os bispos católicos angolanos assumiram, na segunda-feira, em conferência de imprensa, que a rádio Ecclesia recebe financiamento do Governo Angola, assim como todas as emissoras privadas.

Hoje, em declarações à VOA, o director-geral da rádio Despertar diz não ser verdade.

Sem revelar o montante, o Arcebispo do Saurimbo e porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (Ceast), Dom José Manuel Imbamba, disse que o Governo angolano apoia financeiramente as rádios privadas no país.

“Esse subsídio que o Estado dá não é exclusivo para a Ecclesia. E o Estado é livre de conceder ou não”, explicou.

A informação, no entanto, caiu de surpresa junto da Rádio Despertar, cujo director-geral, Emanuel Malaquias, queixa-se de não receber qualquer apoio do Estado.

“No nosso registo não há nada que justifica esse apoio do Governo, ou seja, à nós não recebemos nada”, disse.

Emanuel Malaquias afirmou ainda que a açcão do Executivo “é propositada e discriminatória” contra a Rádio Despertar, criada após o acordo de paz entre a Unita e o MPLA, pela Socitel.

A Rádio Despertar depara-se com dificuldades financeiras que a impedem de comprar equipamento e pagar atempadamente os salários.

Recentemente, o novo secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Teixeira Cândido, mostrou a sua preocupação com o facto de haver jornalistas que auferem apenas 40 mil kwanzas mensais.

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