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Rússia pronta a dialogar com a Ucrânia; Donetsk debaixo de fogo


Sergey Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Maio 26, 2014.

Sergey Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Maio 26, 2014.

A comissão eleitoral ucraniana revelou que o bilionário Poroshenko conquistou cerca de 54 por cento dos votos nas eleições presidenciais de domingo.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, diz que o seu Governo está pronto para o diálogo com Petro Poroshenko, que lidera a contagem dos votos das eleições presidenciais, realizadas ontem, 25, na Ucrânia.

Lavrov disse ainda esta segunda-feira, 26, que a Rússia respeita as escolhas do povo ucraniano.

A comissão eleitoral ucraniana revelou que Poroshenko conquistou cerca de 54 por cento dos votos de mais de metade do país.

A ex-primeira-ministra, Yulia Tymoshenko seguia em 2º lugar, com 13 por cento.

Explosões e disparos no aeroporto de Donetsk

Segundo a Reuters, separatistas pró-Rússia armados tomaram o aeroporto internacional de Donetsk, no leste da Ucrânia, esta segunda-feira, depois de forçarem o cancelamento dos vôos.

Jornalistas citados pela Reuters afirmaram ter visto fumo surgindo de algum lugar dentro do aeroporto, enquanto um avião de guerra sobrevoava a área. Um fotógrafo da Reuters presenceou três camiões a carregar dúzias de homens armados na direcção do aeroporto Internacional Sergei Prokofiev.

Donetsk está maioritariamente dominada pelos separatistas pró-Rússia, que proibiram os seus residentes de participarem nestas eleições presidenciais de Domingo.

Os separatistas impediram que os eleitores se dirigissem às assembleias de voto, não permitindo que quaisquer assembleias estivessem abertas na cidade de Donetsk e apenas 16 por cento da população pôde votar em toda a região.

Poroshenko, um bilionário da industria doceira e ex-primeiro-ministro, reivindicou a vitória de Domingo e disse estar pronto para negociar com as autoridades russas.

"Estas eleições, que foram de facto livres, justas e com um nível de participação bastante bom, demonstram claramente que os ucranianos estão decididos a construir o seu futuro e vejo a Rússia como vizinha e sem a Rússia seria muito menos efectivo ou quase impossível falar de segurança em toda a região ou mesmo a nível global", disse Poroshenko.

Poroshenko conta com a colaboração da Rússia, esperando encontrar-se com as autoridades russas em Junho e disse também que irá recorrer a todos os meios legais para recuperar a região da Crimeia, anexada pela Rússia em Março.

Reacções dos EUA e da Alemanha

Presidente americano Barack Obama deu os parabéns ao povo ucraniano por ter feito a sua voz ouvir-se por cima de toda a violência e provocações. Obama disse que os ucranianos mostraram insistentemente o seu desejo de escolher os seus próprios líderes e viver em democracia.

O porta-voz da chanceler Angela Merkl disse que a Rússia pode ajudar a estabilizar a Ucrânia, criando uma relação construtiva com o seu líder recém-eleito.

O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu reconhecer os resultados das eleições de Domingo, apesar de ter expressado dúvidas sobre a sua legitimidade.

As eleições de Domingo foram o clímax de alguns protestos violentos anti-Governo, que começaram no ano passado e conduziram o President pró-russo Viktor Yanukovych ao poder. Também conduziram a Rússia à anexação da península da Crimeia.

Alguma informação nesta reportagem foi fornecida pela Reuters.
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