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Mudanças Climatéricas, Poucas Esperanças de Renovação do Protocolo de Quioto

  • Ana Guedes

Pescadores num lago junto a chaminés de uma fábrica de carvão nos subúrbios de Pequim.

Pescadores num lago junto a chaminés de uma fábrica de carvão nos subúrbios de Pequim.

É pouco o optimismo de que desta conferência na África do Sul resulte um plano alargado de combate às mudanças de clima no mundo

Cerca de 200 países participam na conferência internacional na África do sul sobre mudanças climatéricas. Todavia é pouco o optimismo de que desta conferência saia um plano alargado de combate às mudanças de clima no mundo. A conferência tem lugar em Durban durante os próximos 12 dias.

Uma das questões-chave é se as nações industrializadas vão renovar o protocolo de Quioto, para diminuir as emissões de gases e o aquecimento do planeta. Acordo que expira no próximo ano.

Os dois maiores poluidores – os Estados Unidos e a China – estão no centro desta questão.

Os Estados Unidos dizem que não vão aderir a um pacto para reduzir as emissões de carbono a menos que a responsabilidade seja partilhada de igual forma pelas economias emergentes como a China, o Brasil e a Índia.

Pequim argumenta que as nações industrializadas criaram grande parte do problema com as mudanças climatéricas pelo que as nações em desenvolvimento, como a China, não devem ter que partilhar responsabilidade da mesma maneira.

Discursando na cerimónia de abertura, esta segunda-feira, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse que os desentendimentos colocam nações em desenvolvimento em perigo, sobretudo as de África. Zuma acrescentou “mudanças de clima são uma questão de vida e morte.”

Richard Muyungi, da Tanzânia, pensa que os países presentes vão ultrapassar as dificuldades.

Por seu lado Diego Balanza, da Bolívia, afirmou que os delegados têm que ultrapassar os falhanços registados em anteriores conferências sobre o clima. Acrescentou que os delegados têm que pressionar a compromissos mais alargados, algo que não se conseguiu até agora.

A conferência vai também avaliar formas de angariar 100 biliões por ano para o Fundo Verde do Clima, o qual ajuda países a enfrentar os problemas levantados pelo aquecimento do planeta.

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