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Quénia: ataques homofóbicos não são punidos, denunciam organizações dos direitos humanos


Homossexuais quenianos escondem suas caras para evitar a violência.

Homossexuais quenianos escondem suas caras para evitar a violência.

Indivíduos homofóbicos atacam repetidamente lésbicas, gays, bissexuais e transexuais no Quênia, mas a polícia não mostra disposição de levar os casos à justiça, denunciaram, em relatório publicado hoje, 28, organizações de direitos humanos.

A homossexualidade é um tabu em quase todos os países africanos. No Quénia é punível até 14 anos de prisão no Quénia.

A violência contra os homossexuais é comum naquele país, mas as vítimas temem denunciar crimes de ódio às autoridades policiais que, por sua vez, muitas vezes, se recusam a prosseguir os seus casos, diz o relatório conjunto da Human Rights Watch e PEWA, uma organização da cidade costeira de Mombaça.

Citado pela Reuters, o relatório informa que, desde 2008, houve, pelo menos, seis incidentes de violência popular contra os homossexuais, tendo a polícia protegido as vitimas, mas sem prender os atacantes.

Os autores do relatório dizem também que os lideres religiosos – cristãos e muçulmanos – incitam a violência.

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