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Araújo vence eleições em Quelimane: “O meu povo libertou-se!”


Os três candidatos do MDM às eleições municipais intercalares: da esquerda para a direita Assamo Tique(Pemba) Maria Moreno (Cuamba) e Manuel de Araújo (Quelimane)

Os três candidatos do MDM às eleições municipais intercalares: da esquerda para a direita Assamo Tique(Pemba) Maria Moreno (Cuamba) e Manuel de Araújo (Quelimane)

“A democracia moçambicana vai-se consolidando com a entrada em acção de novos actores políticos na gestão do poder”

Manuel de Araújo

Araújo Manuel, presidente eleito da Câmara Municipal de Quelimane

Araújo Manuel, presidente eleito da Câmara Municipal de Quelimane

Manuel de Araújo, 40 anos, é o recém-eleito presidente do município de Quelimane, derrotando por uma larga margem o candidato da Frelimo. Detentor de uma pós-graduação pela Universidade de Londres, Araújo agitou durante a campanha o espectro de um possível banho de sangue, caso a FRELIMO tentasse "roubar" as eleições.

Com uma confortável vitória, rondando os 62 por cento sobre Lourenço Abubacar, o seu rival, Manuel Araújo falou à VOA, utilizando uma linguagem apaziguadora, agradecendo a presença, em Quelimane, dos media, dos observadores eleitorais e de representantes do corpo diplomático.

Maior Protagonismo para o MDM

Egídio Vaz Raposo

Egídio Vaz Raposo, analista político moçambicano

Egídio Vaz Raposo, analista político moçambicano

Egídio Vaz Raposo, analista político moçambicano, interpreta o alcance desta vitória de Manuel Araújo nestas eleições intercalares municipais de Quelimane e prevê um maior protagonismo para o MDM, o segundo maior partido da oposição em Moçambique. O MDM que é liderado por Davis Simango, e que passa agora a controlar os municípios de duas das mais importantes cidades de Moçambique.

Raposo considera que “a democracia moçambicana se vai consolidando com a entrada em acção de novos actores políticos na gestão do poder”. Ainda segundo este académico, “a pouco e pouco e de forma muito prática a dita partidarização das instituições do Estado pode ter os dias contados, porque quanto mais actores estiverem à frente dos destinos de um povo a coesão e o interesse nacional tem largas chances de se sobrepor aos interesses político-partidários”.

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