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Queda de barragens causa tragédia em Minas Gerais

  • Patrick Vaz

Sindicalistas que trabalham nas mineradoras em Mariana dizem que há pelo menos 16 mortos e cerca de 100 desaparecidos debaixo do lamaçal.

No Brasil, pelo menos, uma pessoa morreu e dezenas foram dadas como desaparecidas devido ao rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, cidade brasileira do centro do Estado de Minas Gerais.

As autoridades locais confirmam a morte de uma pessoa e o desaparecimento de 17, mas sindicalistas nas mineradoras dizem que há pelo menos 16 mortos e cerca de 100 desaparecidos debaixo do lamaçal.

As causas da tragédia ainda não estão esclarecidas, porém o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília registrou dez abalos sísmicos na região de Mariana nas últimas horas. Dois deles foram sentidos pela população. A sua intessidade foi entre dois e três graus na escala Richter.

O povoado de Bento Rodrigues é habitado por cerca de 600 pessoas distribuidas em 100 famílias. A maioria vive da extração mineral. Ainda há algumas famílias ilhadas, outras foram retiradas para locais mais seguros.

Para lidar com a situação, as autoridades pedem doações como alimentos, roupas e água mineral.

O Governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, já está no local da tragédia e ordenou medidas para amparar as vítimas. Foram colocados no local um efectivo do batalhão de emergências ambientais, polícia militar e defesa civil.

"O Governo do Estado vai trabalhar com todo o empenho (...) para localizar os sobreviventes e as potenciais vítimas que ainda estão por lá,", disse Pimental, que prometeu "apurar com rigor as causas desse acidente."

O Coordenador da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais, Carlos Eduardo Brito, garante que o órgão fiscaliza rigorosamente as mineradoras para evitar acidentes do género.

Ele disse que “é um empreendimento licenciado, mas agora nossos esforços estão voltados para que as medidas emergenciais sejam tomadas de maneira imediata para preservação de vidas humanas".

Brito prometeu que "a partir de hoje vamos trabalhar para identificar principalmente qual é a causa e a partir dessa definição do que houve tomar as medidas judiciais”.

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