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"Qualquer mudança em Angola depende dos angolanos", diz Rafael Marques

  • Alvaro Ludgero Andrade

Rafael Marques encontra-se com governamentes americanos

O activista e jornalista diz que o regime é o mesmo, "mesmas políticas, mesmas práticas

A mudança em Angola depende dos angolanos e não de qualquer interferência da comunidade internacional, nem do facto de haver mudanças na liderança do MPLA.

A posição é do activista e jornalista angolano Rafael Marques que encontra-se em Washington para uma série de contactos, entre eles o mantido na quarta-feira, 8, com o Departamento de Estado americano.

“Haverá mudanças caso a sociedade angolana assuma responsabilidades de fiscalizar essa mudança e seja partícipe dela”, disse Marques em conversa com a VOA, adiantando que “de outra forma será apenas a mudança de um homem por outro homem”.

Aquele activista sustenta a sua posição com o facto de o “regime manter-se intacto, as mesmas políticas, as mesmas práticas”.

No encontro mantido na quarta-feira, 8, com a subsecretária para Assuntos Africanos, Linda Thomas-Greenfield, Rafael Marques disse ter abordado apenas a situação dos direitos humanos e da liberdade de imprensa e de expressão por acreditar que as relações entre os dois países serão sempre importantes no âmbito da política externa americana.

“O fundamental é manter sempre essa capacidade de diálogo e que desse diálogo com a sociedade civil, Governo e outros actores possamos ter no futuro uma política clara do que poderá acontecer em Angola e como o país poderá aproveitar as suas relações com o exterior para melhor servir os interesses do povo angolano”, explicou Marques.

Quanto a uma eventual pressão da comunidade internacional sobre a situação do país, reclamada por vários ouvintes nos diversos programas da VOA, Rafael Marques é peremptório ao reiterar que “quaisquer mudanças em Angola devem depender da vontade dos angolanos e da sua capacidade de traçar o destino do seu próprio país”.

“O que a comunidade internacional e, neste caso, os Estados Unidos podem fazer é ouvir e apoiar esses esforços de boa vontade, por exemplo, a nível dos direitos humanos e da liberdade de imprensa”, sustenta Rafael Marques que, durante a sua permanência nos Estados Unidos, vai manter contactos com organizações e personalidades da sociedade civil.

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