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Purga na polícia moçambicana questionada por analistas

  • Ramos Miguel

Foto de arquivo

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O comandante-geral da policia disse que a corporação vai apostar, este ano, na "purificação" das suas fileiras.

Alguns analistas moçambicanos dizem que a purga nas fileiras policiais anunciada pelo respectivo comandante-geral, Jorge Khalau, poderá ser uma miragem se não for acompanhada por melhorias de condições, sobretudo salariais, dos agentes.

O comandante-geral da policia disse, segunda-feira, que a corporação vai apostar, este ano, na purificação de fileiras.

"Vamos continuar atentos à actuação dos nossos polícias. Chamo a atenção dos nossos polícias indisciplinados, que colaboram com criminosos, alugando armas, que vamos purificar as fileiras," advertiu Khalau.

Não foi a primeira vez que Khalau falou sobre a purga das fileiras da policia, dado o sentimento quase generalizado de desconforto relativamente á actuação de agentes policiais, muitos dos quais se associam a criminosos.

O próprio Presidente da República, Filipe Nyusi, reconheceu este mal-estar no seio da sociedade moçambicana, afirmando que "nos tiram sono as notícias de agentes policiais que engrossam as fileiras dos criminosos".

Para o analista Argnoldo Nhampossa, as condições salariais e de trabalho não são das melhores. Para além disso, há casos de jovens que integram a polícia, porque não têm alternativa de trabalho, sendo por isso que o seu desempenho como agente deixa muito a desejar.

O sociólogo Francisco Matsinhe acha que a purificação de fileiras é quase impossível.

Para o académico, "é um sonho irrealizável, uma coisa quase que absurda, tendo em conta o salário que é pago aos agentes, sobretudo os de protecção".

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