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Brasil: PT acusado de mais um caso de corrupção

  • Patrick Vaz

Dilma Roussef e Lula da Silva

Dilma Roussef e Lula da Silva

LavaJato continua a fazer vítimas e Partido Trabalhista no centro de mais uma denúncia

Uma nova denúncia de corrupção envolve o Partido dos Trabalhadores (PT), da presidente brasileira Dilma Rousseff e do antigo governante Lula da Silva.

A TV Globo teve acesso ao depoimento de um dos delatores da operação Lava Jato, o executivo Ricardo Pernambuco da empresa Carioca Engenharia.

Pernambuco afirmou à Procuradoria-Geral da República que pagou 1 milhão de reais (cerca de 250 mil dólares) em dinheiro vivo ao PT, a pedido do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto.

As luvas foram pagas em 2011 a Neto em quatro parcelas de 250 mil reais com o objectivo de garantir obras para a empreiteira.

Ricardo Pernambuco ainda disse que esse dinheiro em espécie era viabilizado por doleiros e lavado através do superfacturamento de contratos e simulações de prestação de serviços.

Em troca, a Carioca Engenharia entrava na lista de empresas que poderiam participar de licitações na Petrobras.

O executivo Ricardo Pernambuco ainda teria dito à justiça que a empreiteira Carioca Engenharia fez doações oficiais ao PT que somam pelo menos 20 milhões de reais (cerca de 5 milhões de dólares), desde 2006.

Essas doações serviriam para manter a empresa próxima do partido e que deixava claro a João Vaccari Neto porque o fazia

“É preciso que você me ajude para eu poder ajudá-los. Sem isso, não consigo fazer doações, pois nossa empresa vive de obras”, disse Pernambuco ao então tesoureiro do PT.

Pernambuco também citou à justiça que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) recebia luvas a partir de recursos do FI-FGTS, um fundo destinado a empresas.

A PGR deve pedir a abertura de um inquérito para apurar essas acusações na próxima semana.

Em nota, o Partido dos Trabalhadores nega as acusações e reitera que todas as doações que recebeu foram realizadas dentro dos parâmetros legais e declaradas à Justiça Eleitoral.

Já a defesa de João Vaccari Neto e a assessoria do deputado Eduardo Cunha ainda não se pronunciaram.

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