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Protestos contra "Museu do Diamante"

  • Redacção VOA

Activistas dizem que fundos deveriam ser usados para melhorar condições nas Lundas. Museu vai custar 70 mil milhões de Kwanzas

Figuras e sensibilidades que defendem a autonomia das Lundas contestam a construção e montagem, em Luanda, do "Museu do Diamante", anunciada na última semana pelo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola .

José Mateus Zecamutchima líder do Protectorado Lunda, uma organização que luta pela autonomia daquele território, disse que os valores envolvidos na construção do empreendimento deviam servir para mitigar a pobreza do povo Lunda Tchokwe.

O porta-voz do PRS, um partido com forte implantação na região, disse que a decisão revela o desprezo a que foi votado o povo lunda pelo partido governamental.

A obra está avaliada em 70 mil milhões de Kwanzas, e poderá durar três anos, segundo revelou Carlos Sumbula no final de uma reunião da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros.

O projecto prevê a construção de um prédio envolvente, com seis/ sete andares, para rentabilizar o Museu, a instalar no antigo Palácio de Ferro, na Rua Rainha Ginga Mbandi, na zona Baixa de Luanda.

Carlos Sumbula salientou que se pretende montar um Museu dinâmico, que dê resposta a algumas questões levantadas pelas universidades e que conte a história da formação dos diamantes dentro dos quimberlitos.

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