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Autoridade tradicional das Lundas reivindica autonomia

  • Manuel José

Cidade de Saurimo, capital da Lunda Sul

Cidade de Saurimo, capital da Lunda Sul

Vice-presidente do Movimento do Protectorado das Lundas diz que o problema em Angola não é só Cabinda.

O Movimento do Protectorado das Lundas insiste em reivindicar autonomia pas a região. O soba e vice-presidente do movimento Mário Katapi diz que esta é a única maneira para libertar os lundas do sofrimento em que se encontram mergulhados.

Autonomia para as Lundas

Katapi, falando à VOA, lançou dois desafios aos dois maiores partidos políticos do país: a autoridade tradicional das Lundas reivindica uma autonomia para os povos lundas.

"É sabido que a nível de África um dos maiores impérios é a Lunda e é esse império que o Movimento do Protectorado está a reivindicar, não é uma coisa nova, o regime nos vê como inimigos mas nós só estamos a defender um direito nosso, a autonomia do povo Lunda", defende Katapi.

A autonomia é para o Movimento a única via para resolução dos problemas da região.

"Aqui nas Lundas não existem escolas, as que existem não têm professores, não existem hospitais, os que existem estão sem medicamentos, muitas coisas de que a região Lunda padece", diz Mário Katapi.

Para o maior partido na oposição a Unita, o soba avisa que nem só de problemas de Cabinda vive Angola. "A própria direcção da Unita só defende Cabinda, os deputados da UNITA só defendem os problemas de Cabinda, eles se esquecem os problemas do dia-a-dia que o povo lunda sofre".

Da Unita, não tardou uma reacção do presidente do seu grupo parlamentar Raul Danda. "A Unita está com o povo lunda e as suas aspirações, este povo que é perseguido e sofre só porque reclama alguma autonomia".

Por parte do MPLA não conseguimos obter nenhuma reacção.

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