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Professores na Huila regressam ao trabalho depois de dois meses de greve

  • Teodoro Albano

Instituto Superior Politécnico da Huíla

Instituto Superior Politécnico da Huíla

Docentes prometem regressar à greve se o Governo não cumprir as promessas feitas.

Ao fim de dois meses de paralisação, o sindicato de professores na Huíla decidiu retomar as aulas amanhã, 12 de Agosto, mesmo sem a satisfação total do caderno reivindicativo.

A decisão teve suporte dos professores que avaliaram o andamento da greve em mais assembleia extraordinária no último fim-de-semana.

A responsabilidade social dos professores para com as crianças e o patriotismo, disseram os professores, “falou mais alto”. A somar a isto está o facto de o sindicato ter recebido garantias do Governo de começar a pagar os subsídios de férias de 2010.

O ano lectivo que corria o risco de anulação fica ainda assim comprometido caso o Governo falhe os compromissos assumidos, alertou o secretário do Sinprof na Huíla, João Francisco.

“Vamos ver as realizações até finais do ano lectivo, se até lá o Governo não concluir o processo de resolução dos problemas dos professores, acredito que a greve ainda poderá voltar na província da Huíla”, disse

Para João Francisco, os dois meses de paralisação serviram para destapar algumas verdades até aqui ocultas, como a incapacidade de diálogo do Executivo de João Marcelino Tchipingui.

As consequências da greve para as crianças estão evidentes porque foram dois meses sem aulas. Por saber agora está como serão feitos os arranjos do calendário escolar local tendo em atenção que apenas amanhã começará o segundo dos três trimestres que integram o ano lectivo.

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