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Professores na Huíla encerram ano lectivo a 22 de Dezembro

  • Teodoro Albano

João Francisco, Presidente do Sindicato dos Professores na provincia da Huíla, Angola

João Francisco, Presidente do Sindicato dos Professores na provincia da Huíla, Angola

Decisão contraria decisão do Governo no que toca ao alargamento do ano lectivo

A decisão saída da assembleia de professores do último fim-de-semana, contraria de resto a do Governo que já anunciou o alargamento do ano lectivo até ao próximo dia 15 de Janeiro de 2015 em face da greve de dois meses verificada no sector entre 2 de Junho a 5 de Agosto do corrente ano.

Para o secretário provincial dos professores na Huíla, João Francisco, o alargamento do ano lectivo só terá o sim dos docentes, caso o executivo local decida repor os salários descontados dos meses de Agosto e Setembro.

“Transpor o dia 22 implica um compromisso escrito de repor os valores descontados ou duplicar o subsídio de férias. São esses elementos que podem fazer com que alguém se convença para além do dia 22”.

A assembleia dos professores foi a primeira realizada desde o levantamento da greve a 9 de Agosto passado.

João Francisco reconhece que os descontos efectuados nos salários devido a greve provocaram um abalo entre os professores, a juntar-se a isso, apontou algumas acções que visam fragilizar o sindicato, mas apelou a união da classe.

“Houve uma fragilidade tendo em conta as ameaças àquelas pressões que sofremos durante a greve. Alguns ainda estão abatidos, ainda não se recompuseram, esperamos que se recomponham o mais rápido possível para que se juntem a esta grande família, mas como vocês se aperceberam ainda há ânimo no seio dos professores”.

Por saber está na prática como as duas decisões dos professores e da entidade patronal sobre o fim do ano lectivo em curso, se irá verificar, dúvidas que só a realidade na ocasião irá dissipar.

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