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Greve no Kwanza Sul: SINPROF e Educação trocam acusações

  • Fernando Caetano

Escola vazia, Kwanza Sul

Em causa ameaças a professores

Professores do Ensino Primário e não universitário estão em greve a partir de hoje e por três dias na província angolana do Kwanza Sul.

O protesto é seguido também noutras províncias do país.

A Direcção Provincial da Educação acusa o Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na província de estar a “molestar” alguns professores que não querem aderir à greve.

Os sindicalistas respondem dizendo que é mais uma manobra da entidade patronal para desviar a atenção dos docentes porquanto foi a própria Direcção Provincial da Educação que ameaçou os professores II ciclo do ensino secundário de cortes de 30 mil kwanzas por cada um dos três dias de greve caso participem no protesto.

O secretário provincial do SINPROF no Kwanza-Sul Celestino, Calembe Lutukuta, disse à VOA que “há escolas onde os professores estão a fazer greve e há outras que funcionam normalmente”, recusando que o seu sindicato esteja a molestar professores, mas “é o acusador que agora vem nos acusar, quando apenas estamos a sensibilizar aqueles colegas que querem participar na greve”.

Apesar de reconhecer o direito à greve dos professores, o director provincial da Educação, Francisco António de Figueiredo Júnior, considera que a solução não depende da sua direção.

Os professores continuam a pedir a demissão do ministro da EducaçãoMpinda Simão.

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