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Professores do ensino superior em Luanda podem voltar à greve em Agosto

  • Manuel José

Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

Universidade Agostinho Neto - Luanda, Angola

A principail exigência dos professores é a melhoria do salário e das condições de trabalho.

Professores do ensino superior filiados no sindicato da categoria manifestam-se agastados com o silêncio do Ministério do Ensino Superior e ameaçam retomar a greve em Agosto, caso a entidade patronal não resolva as suas reivindicações.

Dentre os pontos constantes do caderno reivindicativo do Sindicato dos Professores do Ensino Superior (Sinpes) constam amelhoria do salário dos professores que consideram de miséria, a reposição de todos os subsídios dos professores, retirados em 2012, a reconversão da carreira docente, o seguro de saúde para os professores que não existe e a melhoria das condições de trabalho na Universidade Agostinho Neto.

O que mais inquieta o Sinpes é o silêncio da entidade patronal. Por isso, o secretário-geral do sindicato Eduardo Peres Alberto adverte: "Se a postura do ministério se mantiver até Agosto os professores não terão outra saída se não pendurar novamente as batas".

Peres Alberto diz que se ao menos houvesse abertura para dialogar já seria um avanço: "A principal contradição entre o Ministério do Ensino Superior e o Sinpes é a falta do espírito de diálogo por parte do ministério que continua a pensar que é o faz tudo é melhor que todos e nunca ouve ninguém".

A principail exigência dos professores é a melhoria do salário e das condições de trabalho.

Outra exigência dos professores prende-se com a retirada, há dois anos e sem qualquer explicação, de todos os subsídios a que os professores têm direito, diz o professor Carlinhos Zassala.

Contudo, diz Zassala, a paciência dos professores não deve ser entendida como cobardia.

O silêncio do ministério do Ensino Superior em relação aos professores é extensivo ao microfone da Voz da América.

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