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Cerca de 700 professores querem parar as aulas a partir de segunda-feira por falta de pagamento de salários e subsídios.

Os professores do ensino geral na província angolana do Bengo deliberaram em assembleia geral o inicio de uma greve sem tempo determinado a partir da próxima segunda-feira, 26.

Em causa está a falta de pagamentos de salários e de subsídios de chefia a 700 professores.

Espera-se que cerca de 700 professores participem na paralização como nos diz Mbaxi Paulino Mateus, Secretario Administrativo Provincial do Sinprof.

“Marcamos a greve para segunda-feira, porque ainda nos deparamos com questões que afectam a vida dos profissionais”, disse à VOA Mbaxi Paulino Mateus, secretário administrativo provincial do Sindicato dos Professores (Sinprof), quem adiantou ainda que há professores que não recebem os salários há 10 meses, enquanto outros não nomeados para cargos e não recebem os subsídios”.

Mbaxi Mateus afirmou que a entidade empregadora está sempre a prometer cumprir o caderno reivindicativo, mas nunca o faz

“O nosso memorando foi remetido em 2014 e até hoje tivemos 14 reuniões em que assumiam as tais dividas mas nunca cumpriam”, denunciou Mateus.

Esta não é aprimeira vez que o Sinprof no Bengo revindica as melhoria das condições laborais e salariais, apesar de um acordo assinado há dois anos.

Há pouco tempo, cinco dirigentes sindicais foram presos durante uma greve de professores na província do Bengo, convocada para protestar contra os baixos salários e a falta de diálogo da direcção provincial da Educação.

Eles se queixaram também de perseguições aos colegas que faziam piquetes.

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