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Professores angolanos ameaçam paralisar exames finais

  • Manuel José

Universidade Agostinho Neto, Luanda

Universidade Agostinho Neto, Luanda

Em causa o incumprimento do caderno reivindicativo pelo Governo desde 2013.

Os exames finais na Universidade Pública de Angola estão em risco porque os professores filiados no Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINPES) ameaçam paralisar as aulas em Novembro, caso o Governo não responda aos pontos do caderno reivindicativo apresentado há três anos.

O prazo para a tomada de uma decisão pode ser 15 de Novembro, dia em que deve acontecer uma assembleia do sindicato.

Os docentes da universidade pública queixam-se de estarem entregues à sua sorte, sem quaquer sinal de resolução dos pontos do caderno reivindicativo de 2013.

''Nós já escrevemos um memorando à Presidência da República, ao partido no poder a dizer que as coisas vão muito mal mas até agora não há nenhuma reação'', diz Carlinhos Zassala professor universitário e coordenador do SINPES para Região Académica de Luanda Bengo.

Carlinhos Zassala, professor e sindicalista

Carlinhos Zassala, professor e sindicalista

''Perdemos o estatuto especial, meteram-nos na função pública, queremos recuperar este estatuto, o salário completamente corroído perdeu o seu poder aquisitivo, cortaram todos os subsídios a que os professores têm direito por decreto presidencial, não existe qualquer plano ou política de preparação de professores para o ensino superior, a nossa geração está envelhecida e não estamos a preparar nova geração de professores, os professores universitários perderam o direito a assistência médica e medicamentosa e quando um professor fica doente não sabe onde se dirigir, quando morre nem consegue adquirir um caixão'', denuncia Zassala

O secretário geral do SINPES diz não haver sensibilidade do Ministério do Ensino Superior, para resolver o problema dos professores, sendo a paralisação o caminho a seguir.

''Se o Governo não tratar esta questão nós seremos obrigados a convocar uma assembleia geral e decretar uma greve, o que pode acontecer a 15 de Novembro”, concluiu Eduardo Peres Alberto

A greve pode ser decretada na altura que coincide com a realização dos exames finais na universidade pública angolana.

A VOA tentou uma resposta contactar o ministério do Ensino Superior, mas não obteve retorno.

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