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Procuradoria ouve queixas de autoridades tradicionais sobre terras nas Lundas

  • Armando Chicoca

Recente manifestação nas Lundas

Recente manifestação nas Lundas

Na quarta-feira, será a vez das empresas acusadas de expropriação

A Procuradoria-geral da República vai ouvir nesta quinta-feira, 9, as empresas diamantíferas acusadas de expropriar lavras de camponeses nas Lundas.

Hoje, o procurador Municipal do Cuango, Ribeiro Pedro Magalhães, ouviu a parte queixosa, ou seja, as autoridades tradicionais e os camponeses que exigem indemnizações pelas fazendas e quimbos, presumivelmente, ocupados pelas minas de diamantes.

À saída da audiência, o mwanangana Mwakapenda Kamulemba disse à VOA que não vai pactuar com mentiras.

“A não solução deste problema implicará uma revolta de todos os explorados, nesta região contra as empresas de generais”, disse Kamulemba que, a convite das autoridades portuguesas, já visitou tribunais em Portugal e disse não temer os generais.

Muanangana Muakafunfo, outra autoridade tradicional queixosa, afirmou que “o povo está preparado para se defender fazendo uso do poder da manifestação”.

Ele reiterou que eles “não temem armas e que os avós deixaram-lhes instrumentos tradicionais para se defenderem contra as balas”.

A corroborar os seus colegas, Tchinjanga sublinha que a história do povo tchokwe não pode ser beliscada e que “o Governo não pode destruir os bens do povo”.

Até o início da tarde, cerca de 12 pessoas tinham sido ouvidas pela Procuradoria-geral da República.

Depois de ouvir a defesa amanha, presume-se que o procurador deverá realizar uma sessão de acareação antes de enviar o processo aos órgãos centrais do Ministério Público.

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