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Procurador da Guiné-Bissau desmente Amnistia Internacional


Velório do Presidente João Bernardo Nino Vieira, a 10 de Março de 2009, em Bissau. Vieira foi assassinado por golpistas.

Velório do Presidente João Bernardo Nino Vieira, a 10 de Março de 2009, em Bissau. Vieira foi assassinado por golpistas.

Edmundo Mendes afirma que o relatório da Amnistia sobre assassinatos políticos Guiné-Bissau, nada tem a ver com a realidade

O Procurador-geral da Republica não teve rodeios em afirmar que o relatório da Amnistia Internacional sobre a Guiné-Bissau, respeitante aos processos de investigação dos assassinatos políticos, nada tem a ver com a realidade dos factos.

Edmundo Mendes começou por apontar o caso do ex-Presidente da Republica Nino Vieira como um dos mais avançados e que a sua conclusão está apenas dependente das normas convencionais internacionais, sobretudo no que toca a audição da principal testemunha deste caso, a viúva do Presidente, Isabel Romano Vieira, atualmente ausente do pais. Por isso, considera que trata-se de um caso irreversível de ponto de vista processual:

O procurador falou do processo das mortes do deputado Hélder Proença e do candidato independente Baciro Dabo, mortos em 2009, sob alegacão da tentativa de Golpe de Estado, um processo arquivado na vigência do seu antecessor, Amine Michel Saad. Sobre este caso, Edmundo Mendes afirma que se não fosse o actual contexto político-militar talvez estaria reaberto, não obstante reconhecer que este facto aconteceria se houvesse novos e fortes dados. E sobre o antigo Chefe de Estado-maior General das Forcas Armadas, Batista Tagme Na Way, o responsável máximo do Ministério Púbico foi categórico em sublinhar que o processo está concluído e vai já ao julgamento.

Quanto à mais recente tentativa de Golpe de Estado, ou precisamente do dia 26 de Dezembro de 2011, abrigo ao qual, ainda encontra-se preso o Chefe de Estado-maior da Armada guineense, José Américo Bubo Na Tchutu, Edmundo Mendes assegura as investigações já estão concluídas e que o caso está numa fase de julgamento. O Procurador-geral da Republica voltou a lançar uma réplica as eventuais tentativas de influências por parte de sectores alheios à justiça, salientando que "as informações que estão no relatório não foram transmitidas a essa organização de forma inocente".

"Não temos compromissos com ninguém. Não estamos aqui para receber encomendas nem instrução de quem quer quie seja. estou aqui para servir do povo", disse o procurador-geral.

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