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Primeira turbina de Laúca deve entrar em funcionamento em Julho

  • Isaías Soares

Allbufeira Laúca

O Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca (AHL) em construção na província de Malanje, município de Cacuso deverá consumir um total 4,5 mil milhões de dólares americanos dos cofres do governo angolano quando for concluído em 2018 e promover a industrialização do país.

O montante empregue consta despesas desde a projecção, formação da mão-de-obra, construção, produção, transporte e distribuição de electricidade para mais de 14 milhões de cidadão até 2025.

O enchimento da albufeira com 188 quilómetros de extensão iniciou Sábado último, 11, com o presidente da República, José Eduardo dos Santos, a pressionar o botão que permitiu o encerramento da última comporta do desvio do rio Kwanza.

José Eduardo dos Santos na barragem de Lauca

José Eduardo dos Santos na barragem de Lauca

Em Julho desde ano, inicia-se a operação comercial da primeira turbina da hidroeléctrica de Laúca, referiu o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges que confirmou a sequência de funcionamento das outras cinco máquinas.

“Nós vamos colocar a primeira turbina em operação comercial, até o dia 31 de Julho, quer dizer, vamos injectar já capacidade no sistema eléctrico”, precisou, garantindo que “de dois em dois meses entrará sequencialmente uma turbina em operação até que estejam as seis concluídas em operação comercial, e dessa forma tenhamos, então, os 2.070 megawatts que completam a capacidade desta central”.

Angola Laúca turbina

Angola Laúca turbina

O enchimento da albufeira que deverá prosseguir nos próximos 118 dias está a provocar restrições no provimento de energia eléctrica às províncias que dependem das barragens de Capanda e Cambambe, em parte devido á escassez da chuva.

“Temos que reconhecer o sacrifício que todos vamos ter que consentir, ficando algumas horas sem energia por dia para atingir este objectivo”, disse, afirmando ainda que todos esperam que “comece a chover para que possamos ter outra disponibilidade de água e limitações mais reduzidas”,

O ministro foi peremptório em afirmar que o enchimento de Laúca terminará em 2018 o que “permitirá que tenhamos as seis máquinas que vão ser instaladas em operação”.

A capacidade actual de energia eléctrica no país é 3.146 megawatts, dos quais 1.696 de origem hídrica, 836 de centrais térmicas em turbinas e 614 de centrais a motores, precisou Borges.

O governador de Malanje, Norberto Fernandes dos Santos, reafirmou o programa de desenvolvimento da circunscrição com a entrada em funcionamento de Laúca.

“Vamos trabalhar para que possamos fazer a agro-indústria com as potencialidades que a província tem no ramo da agricultura e também começarmos a pesar seriamente no turismo, através da energia que vai par o município de Calandula será outra fonte de trabalho”, disse

“Vamos aproveitar esta barragem para levara a energia até Cangandala, de Cangandala passarmos para o Luquembo”,acrescentou.

A barragem da Caculo-Cabaça, comuna do município da Banga, província do Kwanza-Norte, no curso do médio Kwanza, começa a ser construída em Maio deste ano e deve terminar em 2022.

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