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Presidente Obama fala à nação depois de massacre em São Bernardino

  • Redacção VOA

Numa rara alocução a partir da sala oval da Casa Branca, o presidente americano Barack Obama, afirmou que o ataque da semana passada na Califórnia foi “ um acto de terrorismo destinado a matar pessoas inocentes”.

O americano Syed Rizwan Farook e a sua mulher, a paquistanesa, Tashfeen Malik, mataram 14 pessoas e feriram outras 21 numa reunião de funcionários do governo local de São Bernardino, a cerca de uma hora a leste de Los Angeles. Colocaram também um engenho que acabou por não explodir antes de fugirem num veiculo todo terreno negro. Ambos foram mortos numa troca de tiros com a polícia: “ Até agora não dispomos de provas que os assassinos estavam a ser dirigidos por uma organização terrorista no estrangeiro ou que pertencessem a uma conspiração de maior envergadura aqui nos Estados Unidos. Mas, é evidente que ambos enveredaram pelo negro trilho da radicalização adotando uma interpretação perversa do Islão que prevê a guerra contra a América e o Ocidente. Eles armazenaram armas, munições e bombas. Portanto isto foi um acto de terrorismo destinado a matar pessoas inocentes.”

O presidente Obama afirmou que os Estados Unidos endureceram as suas defesas contra as ameaças terroristas, mas salientou que nos últimos anos os terroristas estão agora a voltar-se para aquilo que considerou com “ actos de violência menos complicados” como os massacres em tiroteios “tão comuns na nossa sociedade: “ Precisamos também de tornar mais difícil a aquisição de armas de assalto poderosas como aquelas que foram usadas em São Bernardino. Sei que há alguns que rejeitam medidas de segurança de armas, mas o facto é que os nossos serviços secretos e as nossas policias, por muito eficazes que sejam, não podem identificar todos os potenciais atacantes, sejam eles motivados pelo Estado Islâmico ou por qualquer outra ideologia de ódio. O que podemos e devemos fazer é tornar mais difícil que eles matem”.

O presidente disse que o Congresso deve actuar para garantir que ninguém na lista de pessoas proibidas de viajar de avião possa comprar armas.

Ele prometeu que os militares americanos continuarão a dar caça aos líderes terroristas em qualquer país onde isso seja necessário e continuarão a providenciar treino e equipamento a dezenas e milhares de forças iraquianas e sírias que lutam no terreno contra o Estado Islâmico. Mas Obama disse que os Estados Unidos não serão atraídos para uma longa guerra terrestre na Síria ou no Iraque, mesmo apesar de incrementar a sua luta contra o Estado Islâmico: “ É o que grupos do género pretendem. Eles sabem que não podem derrotar-nos no terreno. Os combatentes do Estado Islâmico eram parte da rebelião com que nos deparamos no Iraque. Mas também sabem que se ocuparmos terras estrangeiras podem manter as suas rebeliões durante anos matando milhares dos nossos soldados , fazendo-nos gastar recursos e usando a nossa presença para atrair novos recrutas.”

Por fim o presidente apelou aos americanos para que não se voltem contra os muçulmanos dizendo que o Estado Islâmico é motivado pelo desejo de desencadear uma guerra entre o Ocidente e o Islão. Apelo igualmente aos muçulmanos tanto nos Estados Unidos como através do Mundo para lutarem contra o extremismo.

O presidente Obama declarou-se confiante de que “ vamos ter sucesso nesta missão visto que estamos do lado certo da história” e apelou aos americanos que “não esqueçam que a liberdade é mais poderosa do que o medo”.

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