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Presidente moçambicano prepara-se para consolidar poder no seio da Frelimo

  • Ramos Miguel

Filipe Nyusi

Filipe Nyusi

Filipe Nyusi tem a oportunidade de assumir a liderança e quebrar a histórica hegemonia dos fundadores da nação, na próxima sessão do Comité Central do partido Frelimo.

A opinião é partilhada por alguns analistas ouvidos pela VOA sobre o impacto da reunião que inicia a 5 de Fevereiro.

Mas o desafio poderá ser espinhoso: Como é que vão agir os grupos de interesse que têm uma grande resistência em relação à aceitação da juventude na liderança do país e do partido.

No circulos locais, a juventude questiona alguns actos de governação da Frelimo e quer assumir o protagonismo no processo político moçambicano.

O analista Fernando Gonçalves diz que nesta sessão, Filipe Nyusi vai ter a difícil missão de reconciliar a Frelimo, porque os seus membros incluindo ao nível da cúpula estão desavindos.

Membro assumido da Frelimo, Tomás Rondinho diz que esta reunião será uma oportunidade para Nyusi consolidar o seu poder no partido, através da eleição de um novo secretariado.

Rondinho disse que algumas figuras importantes da Frelimo deverão permitir que Filipe Nyusi trabalhe, deixando de interferir no seu trabalho.

Para o analista, "os anteriores presidentes Armando Guebuza e Joaquim Chissano, bem como o General Alberto Chipande não podem pensar que Nyusi é incapaz, por ser jovem Eles devem acreditar nas capacidades da juventude".

Na sessão serão substituídos os actuais secretários para as diferentes áreas da governação partidária, colocando-se a hipótese de ser eleito um novo Secretário-Geral do partido. O actual vem do tempo da presidência de Armando Guebuza.

Entretanto, o académico Luis Matuse considera que muito do que se espera desta sessão poderá não se concretizar, porque na Frelimo reina uma disciplina severa e uma história que apela muito ao colectivo.

Espera-se que nesta sessão extraordinária, os membros do Comité Central da Frelimo analisem também a questão da exclusão social, um problema que afecta um elevado número de moçambicanos na pobreza extrema.

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