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Presidente do PSD português convidado a formar governo


Presidente do PSD português convidado a formar governo

Presidente do PSD português convidado a formar governo

Líder dos sociais-democratas já iniciou conversações para um governo de coligação com o CDS-Partido Popular

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, iniciou conversações com o seu homólogo do CDS-PP, Paulo Portas, tendo em vista formar, o mais depressa possível, um governo de coligação.

O PSD venceu as eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho. As conversações foram iniciadas após um pedido do presidente português, Cavaco Silva, durante uma audiência, segunda-feira à tarde.

Pedro Passos Coelho (esq.) recebido pelo presidente português, Cavaco Silva

Pedro Passos Coelho (esq.) recebido pelo presidente português, Cavaco Silva

"Tendo o Partido Social Democrata vencido as eleições de ontem, elegendo o maior número de deputados, o Presidente da República incumbiu hoje o presidente da Comissão Política Nacional, doutor Pedro Passos Coelho, de desenvolver de imediato diligências com vista a propor uma solução governativa que disponha de apoio parlamentar maioritário e consistente", lê-se num comunicado da Presidência.

Na declaração o gabinete presidencial informou que "precedendo a indigitação do primeiro-ministro, aquelas diligências devem ser realizadas com a maior celeridade possível".

Os "resultados" dessas diligências devem ser "comunicados ao Presidente da República antes da publicação do mapa oficial do ato eleitoral pela Comissão Nacional de Eleições".

"O Presidente da República confia no sentido de responsabilidade e abertura ao diálogo de todas as forças partidárias, de modo a que Portugal disponha de condições políticas para enfrentar a grave situação económica e social em que se encontra", afirma-se, textualmente, no comunicado.

Paula Santos, editora de Política da SIC

Paula Santos, editora de Política da SIC

A editora de Política da televisão portuguesa SIC, Paula Santos, afirma que um governo de coligação PSD/CDS e um entendimento deste com o Partido Socialista são necessários para assegurar consensos alargados e estabilidade política durante a vigência de um duro acordo entre Portugal, o Fundo Monetário Internacional e a União Euroeia.

A grave crise económica que deu origem ao acordo foi atribuída pelos eleitores aos socialistas, liderados pelo combativo e controverso Primeiro-ministro, José Sócrates. Santos lembra que o Ministro da Economia de Sócrates declarou o fim da crise quando esta estava a entrar no auge, sugeriindo, aos eleitores, que o Governo não estava a emfremtar a situação com a devida gravidade.

José Sócrates, líder do PS, reconhece a derrota na noite de 5 de Junho

José Sócrates, líder do PS, reconhece a derrota na noite de 5 de Junho

José Sócrates demitiu-se do cargo de secretário-geral do PS, como consequência política da sua derrota, esperando-se. em breve a convocação dos orgãos nacionais do partido para dar início ao processo de escolha do seu sucessor.

A publicação do mapa oficial dos resultados só poderá acontecer após o apuramento dos votos da emigração, que serão contados no dia 15 de junho.

O PSD venceu as eleições legislativas de domingo com 38,6 por cento, elegendo 105 deputados, o PS obteve 28 por cento (73 deputados), o CDS-PP 11,7 por cento (24 deputados), o PCP 7,9 por cento (16 deputados) e o Bloco de Esquerda 5,2 por cento (oito deputados). Faltam ainda apurar os quatro deputados pelos círculos da emigração.

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