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Presidente do parlamento guineense confirma informações sobre um plano para o assassinar

  • Lassana Casamá

Assembleia Nacional Popular, Guiné-Bissau

Assembleia Nacional Popular, Guiné-Bissau

O plano incluía também Domingos Simões Pereira.

O presidente da Assembleia Nacional Popular, da Guiné-Bissau, disse ter recebido uma informação não confirmada de um plano para o assassinar, bem como o antigo primeiro-ministro e presidente do PAIGC Domingos Simões Pereira.

A notícia foi revelada em primeira mão pelo jornal Última Hora, mas a assessoria de Cipriano Cassamá diz ser um caso encerrado, no dia em que o primeiro-ministro Carlos Correia recusou fazer mais alterações ao seu elenco governamental como pediu o Presidente José Mário Vaz.

Segundo a última edição daquele jornal pode-se ler que o presidente da Assembleia Nacional Popular teria confidenciado a um dirigente do Partido da Renovação Social (PRS) sobre a existência de um plano para o assassinar juntamente com Domingos Simões Pereira.

A informação foi partilhada com o dirigente do PRS Alberto Mambeia, que, por sua vez, deu a conhecer o alegado plano ao Presidente da República.

O semanário não revelou a sua fonte e a notícia alimentou ainda mais o clima de suspeição e de desconfiança existente entre os actores políticos guineenses.

O Presidente da República terá ameaçado processar judicialmente Cipriano Cassamá.

Hoje, a assessoria do presidente da Assembleia Nacional, que se encontra no exterior, disse que o conteúdo do artigo em causa não passa de uma “desinformação”.

A nota, no entanto, confirma a informação relativa à existência de um alegado plano para assassinar Cassamá e Simões Pereira, mas que o presidente do Parlamento diz ter pedido, na altura, às autoridades para garantirem a segurança das figuras públicas do Estado guineense.

Enquanto Cipriano Cassamá considerou que o caso está “encerrado”, fonte próxima de Domingos Simões Pereira indicou à VOA que o presidente do PAICG considera que assuntos dessa natureza devem ser levados a sério.

Por outro lado, a polícia deteve hoje uma pessoa que, num telefonema anónimo, ameaçou de morte o secretário-geral do PRS, Florentino Mendes Pereira, mas não deu mais detalhes.

Os guineenses vão ter de aguardar mais para terem um novo Governo.

No final de um encontro nesta segunda-feira com o Presidente da República, o primeiro-ministro Carlos Correia garantiu que não vai ceder mais e que não irá acatar as propostas de José Mário Vaz para retirar mais nomes da lista do elenco governamental.

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