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Presidente do Burundi anuncia eleições, oposição e UA são contra


Foto de Arquivo

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A presidente da Comissão da União Africana afirmou que o Burundi não está em condições de realizar as eleições previstas para Maio e Junho e que deve adiá-las devido à instabilidade política no país. Nkosazana Dlamini Zuma disse ao canal de televisão CCTV em Addis Abeba que a situação no Burundi não permite a realizações de eleições, ao ponto de a União Africana não poder enviar observadores a longo prazo por não haver ambiente propício para tal.

"Não se pode ir a um país observar eleições quando os seus cidadãos estão a sair para se refugiarem noutros países. Como podem ser realizadas eleições nestas condições”, questionou Zuma.

Nas últimas três semanas, dezenas de pessoas foram mortas e 40 mil fugiram para os países vizinhos na sequência de confrontos entre a polícia e manifestantes que protestam contra a decisão do Presidente de se candidatar a um terceiro mandato.

A oposição diz que a decisão do Presidente contraria o disposto nos acordos de Arusha que puseram fim a uma sangrenta guerra civil no país.

Ontem, em entrevista ao Nation Media Group, o líder da oposição Agathon Rwasa admitiu não haver condições para a realização de eleições enquanto o país não regressar à normalidade.

"Devido à situação actual, obviamente, eu não vejo a possibilidade de realização de eleições num clima tenso como este", disse Rwasa, ex-comandante rebelde da Frente de Libertação Nacional.

O líder da oposição defendeu o adiamento das eleições porque, segundo ele, apenas o presidente e o partido no poder estão preparados.

Até agora não há qualquer reacção do Governo à posição da presidente da Comissão da União Africana.

Ontem, o Presidente da República Pierre Nkurunziza anunciou a realização das eleições, embora sem data definida e a sua candidatura a um terceiro mandato.

Hoje, Nkurunziza garantiu que, se ganhar as eleições, será o seu último mandato.

Recorde-se que na terça-feira o Tribunal Constitucional do Burundi autorizou a controversa candidatura de Nkurunziza a um terceiro mandato presidencial por, segundo os juízes, não violar a Constituição da República.

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