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Presidente da CNE pede tolerância zero contra violência em Moçambique

  • Francisco Júnior

Campanha eleitoral tem sido marcada por vários incidentes violentos.

Membros e simpatizantes do partido no poder, a Frelimo, e do MDM, na oposição, envolveram-se em confrontos ontem no distrito de Chókwè, na província de Gaza, sul de Moçambique.

Os incidentes aconteceram quando a caravana do candidato presidencial do MDM Daviz Simango se dirigia para a cidade de Chókwè, em mais uma acção de caça ao voto.

Segundo fontes da polícia, as escaramuças resultaram em pelo menos 12 feridos e danos avultados em viaturas.

O MDM diz que a culpa é da Frelimo e da passividade das autoridades policiais.

Esmael Guambe, representante do mandatário nacional do MDM, diz que as provocações, por parte dos militantes do partido no poder, são várias e frequentes. Ele deu exemplos, falando do que sucedeu com a campanha de Daviz Simango, na província de Maputo.

A Renamo também tem queixas. André Magibire, mandatário do partido de Afonso Dhlakama, fez críticas à Frelimo e à actuação da polícia.

Quase todos os partidos que se pronunciaram no encontro da tarde desta quarta-feira, 24, com membros da Comissão Nacional de Eleições, alinharam pelo mesmo diapasão.

As autoridades policiais, pela voz de Justina Cumbe, do Comando Geral da Polícia, defenderam-se. Segundo Cumbe, a polícia tem procurado ser imparcial e atender todas as solicitações feitas pelos partidos políticos.

Mas ela reconhece que podem estar a cometer falhas.

Mas apesar de reconhecer que pode haver casos em que as forças da lei e ordem não estejam a agir correctamente, Justina Cumbe, que é a Directora da Unidade Técnica de Implementação do Plano Estratégico da Polícia, diz os partidos políticos não devem deixar de fazer denúncias quando verificarem que há problemas.

Tolerância foi também o que pediu o presidente da Comissão Nacional de Eleições Abdul Carimo num encontro em que nenhum representante da Frelimo esteve presente.

Carimo diz ser preciso fazer de tudo para garantir que se tenham eleições livres, justas e transparentes em Moçambique.

Desde que a campanha arrancou, a polícia registou pelo menos 28 ilícitos eleitorais, dois óbitos e 50 feridos em consequência de oito acidentes de viação.

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