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Presidente da CEAST manifesta preocupação com crise económica, demolições e intolerância política em Angola

  • Redacção VOA

Dom Filomeno de Nascimento Vieira Dias, presidente de CEAST

Dom Filomeno de Nascimento Vieira Dias, presidente de CEAST

Dom Filomeno de Nascimento Vieira Dias diz ter "esperança" na instalação para breve das autárquias.

O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) mostrou-se preocupado com várias situações que criam uma espécie de “insegurança na vida dos cidadãos angolanos”.

Dom Filomeno do Nascimento Vieira Dias, que discursava na abertura da segunda plenária dos bispos da CEAST, que teve início nesta quarta-feira, 12, em Luanda, citou a situação política, económica e social, a continuidade das demolições, a intolerância política e os assaltos violentos.

"Continuamos a perceber e a sentir na nossa sociedade as consequências da crise financeira, com a baixa do poder de compra das famílias e exortamos a quantos têm responsabilidade nesta matéria que tornem as medidas políticas mais justas de modos a que as pessoas menos protegidas não lhes faltem a protecção e o apoio da sociedade", afirmou Vieira Dias, que lamentou ainda “as demolições e o cortejo de famílias que ficam desamparadas e vivendo ao relento”,

O arcebispo de Luanda também disse lamentar “sinais de intolerância política, aqui e ali, um pouco por todo o país, os assaltos violentos e outros sinais de insegurança”.

A instalação das autarquias também mereceu destaque na intervenção do presidente da CEAST que afirmou continuar “com certa esperança a pensar na necessidade urgente das autarquias como um factor importante para o desenvolvimento da nossa sociedade”.

O desemprego, principalmente entre os jovens, também foi referido por Filomeno Vieira Dias como “uma preocupação”, no discurso em que justificou as preocupações sociais como emanação da “fé cristã, da qual é inseparável o amor de Deus do amor ao próximo", disse.

A segunda plenária anual da CEAST, que termina no próximo dia 17, vai fazer um balanço e perspectivar a vida pastoral da Igreja Católica em Angola e São Tomé e Príncipe.

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