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Presidente brasileira reduz Governo e 10 por cento do salário

  • Patrick Vaz

Dilma Rousseff

Dilma Rousseff

Analistas dizem que crise apenas foi adiada.

A Presidente brasileira Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira uma reforma ministerial para diminuir os ministérios e despesas administrativas.

A governante brasileira disse que cortou 10 ministérios e criou outros dois para atender os partidos de sua base aliada.

Dilma Roussef revelou ainda que reduziu 10 por cento do salário dela e dos membros do Governo.

Segundo estimativas do próprio Executivo petista, essas alterações vão reduzir os gastos da União em 70 milhões de dólares.

Roussef afirmou no Palácio do Planalto que cortou 10 ministérios e criou outros dois para atender os partidos de sua base aliada.

Essas mudanças têm gerado muitas especulações na política brasileira.

O cientista político Malco Camargos não vê com bons olhos a reforma política neste momento.

Ele destaca que o PT vai ficar mais enfraquecido e a crise no Brasil deve se agravar ainda mais.

“É muito evidente que a solução não passa por essa reforma neste momento. Se o problema do Governo é a construção de uma base maior no congresso e se a construção da estratégia para a construção disso é a entrega de cargos públicos, de orçamento e de nomeações com a necessidade de redução da máquina via ajuste fiscal, o momento da reforma é extemporâneo. Ou seja, ela vai gerar mais danos do que benefícios porque a Presidente vai ter que tirar pessoas do governo. A reforma seja em qualquer direção retira poderes à Presidente”, considerou Camargos.

A coordenadora do Grupo Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais Mara Telles, acredita que o Governo federal apenas vai se recuperar da crise se retomar o comando do legislativo e se aproximar mais da sociedade.

“Para sairmos da crise é necessário que o Governo volte a ter comando sobre o legislativo e volte a dialogar mais com a sociedade e com os movimentos sociais. A saída para a crise não é fácil e não foi apenas pelo Governo, mas também pela oposição que incendiou o país. E por um legislativo que se acostumou também ao fisiologismo e agora parece que o legislativo quer devorar o executivo”, considerou Telles.

Há também aqueles que defendem uma mudança mais profunda no sistema político brasileiro, como o advogado e sociólogo Júlio Pinto, que fala num crise cíclica.

"É algo que não pode ser resolvida no âmbito do próprio sistema. Esse sistema mundo que temos vivido está chegando à sua fase de esgotamento. Esse esgotamento fica evidente tanto no aspecto econômico quanto ao cultural. A saída não é simplesmente alguns ajustes. Certamente que a saída vai ser mais transformacional do que isso aí”, concluiu aquele especialista.

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