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Consumidores queixam-se dos preços em Luanda

  • Manuel José

A subida de preços de produtos de primeira necessidade em Luanda e a consequente redução natural dos salários continuam a marcar o dia-a-dia dos cidadãos na capital angolana.

Os preços dos principais produtos alimentares estão bastante altos.

No mercado paralelo, por exemplo, um quilograma de arroz e açucar está a ser vendido a 500 kwanzas, desde Fevereiro, enquanto um litro de óleo alimentar custa 700 kwanzas.

A nível de frescos, quatro unidades de peixe carapau custam 2.000 kwanzas, a coxa de frango vende-se a 400 kwanzas.

“Não temos lucro quase que não sai, estamos à rasca com os clientes, estamos a reclamar muito, os preços estão muito caros”, reclama uma vendedeira em Luanda, enquanto a cidadã Isabel diz que praticamente com o que ganha gasta tudo em comida”.

Dona Filomena tem um agregado familiar de 12 pessoas afirma não conseguir comprar em sacos como era costume.

“Em casa para comer, só Deus, meu filho'', lamentou.

Numa altura em que o Executivo anunciou estar em curso um estudo para o aumento do salário da função pública em Angola, em média, o salário mínimo ronda os 8 mil kwanzas, que equivalem a 90 dólares norte-americano no câmbio oficial.

No mercado informal, 100 dólares custam 40 mil kwanzas.

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