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É preciso saber agarrar as oportunidades que a América oferece, diz Fantcha

  • Amâncio Miguel

Fantcha

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“Vivo e respiro a música,” diz Fantcha. A conversa com a VOA é no Soho, zona de Nova Iorque onde a moda e arte reinam.

E ela trabalha na área de moda, “porque não é fácil fazer só música na caríssima cidade de Nova Iorque”.

“Para manter uma vida decente,” Fantcha trabalha e canta, porque “se deixar de cantar é como tirar a vida”.

Fantcha chegou aos Estados Unidos no final da década de 1980. Trabalhava nessa altura com a diva Cesária Évora, sua mentora e amiga. Uma relação que iniciou na sua adolescência em São Vicente.

“Muita gente pensava que a Cesária era minha mãe,” recorda-se Fantcha, que nessa onda sublinha que “ juntas atravessamos muitas estradas juntas (…) é uma segunda mãe”.

Inicialmente animada por viver na América, Fantcha foi de seguida desafiada a resistir ao frio e constante competição. Nalguns momentos pensou em arrumar as malas.

“Na América aprendi a manter a cabeça aberta para a evolução,” diz a cantora que adverte que esta “é uma terra de oportunidades, mas há que saber agarrá-las…e subir as escadas aos poucos”.

Nessa trajectória, Fantcha publicou quatro discos: Boa viagem, Criolinha, Viva Mindelo e Amar, Mar e Música. Este ano, inicia a produção de mais um.

Ela Interpreta, entre originais, temas de compositores como Betú, Constantino Cardoso, Teófilo Chantre, Jorge Humberto, Dionísio Maio, Manuel de Novas, Morgadinho ou Eugénio Tavares

A uma questão sobre as saudades da terra, Fantcha responde de olhos abertos: “Cabo Verde esta aqui (pega o peito) nas minhas veias e coração. Cabo Verde fala mais, e sinto que um dia voltarei a viver na minha terra”.

Acompanhe a conversa com Fantcha:

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