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PR da Guiné-Bissau analisa elenco governamental de Carlos Correia

  • Lassana Casamá

José Mário Vaz

José Mário Vaz

PRS ameaça com sanções quem integrar o novo Governo.

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau Carlos Correia entregou ao Presidente da República, José Mário Vaz, na manhã desta sexta-feira, a lista do novo elenco governamental.

A proposta de Correia devia ter sido entregue ontem, mas negociações de última hora para garantir um Governo que satisfaça todos os interesses do PAIGC, partido no poder, determinaram que a mesma fosse enviada apenas nesta manhã a José Mário Vaz.

Fontes da VOA indicam que o novo Executivo tem como base o anterior elenco, liderado por Domingos Simões Pereira.

Depois do fiasco nas negociações com o PRS, segunda força política guineense, o PAIGC está agora a tentar recompor relações com diferentes correntes internas que se distanciaram da direcção actual.

Nesse sentido, o presidente do partido Domingos Simões Pereira desencadeou uma série de encontros com figuras importantes das diversas correntes da organização visando enterrar o machado da guerra.

Um fonte do PAIGC revelou que Simões Pereira terá satisfeito certos interesses para voltar a unir o partido de Amílcar Cabral.

Aguarda-se agora que o Presidente José Mário Vaz analise os nomes que constam do elenco governamental e avance com o decreto presidencial e consequente posse do novo Governo da Guiné-Bissau, quase dois meses depois de ter demitido o anterior Executivo.

Recorde-se que José Mário Vaz nomeou um primeiro-ministro da sua confiança, Baciro Djá, mas o Supremo Tribunal de Justiça, enquanto Tribunal Constitucional, considerou inconstitucional o decreto presidencial.

Em consequência, Vaz teve de voltar a pedir ao PAIGC, partido mais votado, para indicar um novo primeiro-ministro, tendo sido escolhido Carlos Correia.

Entretanto, frente à possibilidade de alguns dos seus membros virem a integrar o Governo de Carlos Correia, o PRS, veio publicamente ameaçar com sanções disciplinares, que vão de suspensão a uma eventual expulsão, de qualquer dirigente ou militante seu que integre o novo Executivo, sem que para isso tenha alguma autorização do partido.

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