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PR angolano diz que 2015 será difícil, Unita não acredita em promessas

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 Luanda

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Analista diz que mensagem de Ano Novo não trouxe nada de novo

O Presidente angolano José Eduardo dos Santos disse hoje, 29, em Luanda que o ano de 2015 "será difícil" no plano económico por causa da queda significativa do preço do petróleo bruto. Unita e analistas fazem as suas leituras.

Na sua mensagem de Ano Novo, o chefe de Estado Angolano alertou que "algumas despesas públicas serão reduzidas, como por exemplo os subsídios aos preços dos combustíveis".

"Há projectos que serão adiados e vão ser reforçados o controlo das despesas do Estado e a disciplina e a parcimónia na gestão orçamental e financeira, para que se mantenha a estabilidade. A política de combate à pobreza, no entanto, não será alterada", disse.

Segundo Santos, “os longos anos de conflito desestruturaram por completo a sociedade e levaram à desintegração e desajustamento familiar. É necessário, pois, um grande esforço para voltarmos ao respeito pelos valores e princípios que caracterizavam a sociedade angolana no passado".

As reacções ao discurso do Presidente não se fizeram esperar.

O secretário-geral da Unita Victorino Nhany disse à VOA que a novidade do discurso do Presidente da República reside no facto de ter reconhecido pela primeira vez em Angola a intolerância política é um facto.

Nhany considerou que o facto de o Chefe do Pode Executivo ter remetido para o Parlamento a definição da data para as autarquias revela falta de vontade política. Ele adiantou ainda não acreditar nas garantias dadas pelo Presidente da Republica de que as politicas de combate à pobreza não serão alteradas apesar da crise económicas que se avizinha.

O analista e docente da Universidade Católica Nelson Pestana “Bonavena” declarou, por seu turno, que o Presidente angolano não trouxe nada de novo no seu discurso de Fim de Ano, à excepção da crise e dos seus efeitos.

O analista disse que Sanos tentou isolar o movimento contestatário de jovens que tem vindo a destacar-se no pais.

O académico disse também que outro destaque do discurso presidencial tem a ver com o reconhecimento de que a crise económica vai afectar a vida dos cidadãos, bem como uma certa inversão dos seus anteriores discursos, abrindo a possibilidade de as autarquias poderem vir a ser realizadas nos prazos exigidos pela Constituição.

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