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Políticos brasileiros temem novos desdobramentos da Lava Jato

  • Patrick Vaz

Fala-se também de um acordo para salvar Dilma e Lula

No Brasil, cresce a preocupação, entre os políticos, em torno de novos desdobramentos da Lava jato.

Em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o ex-presidente do Brasil José Sarney afirmou que a empreiteira Odebrecht estaria prestes a fazer na Lava Jato uma delação premiada e que isso seria uma metralhadora de calibre ponto 100.

Sarney fez o comentário após Machado afirmar que o número de delações na Lava Jato iria aumentar, viriam "às pencas".

Machado assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Nas conversas com Machado, o ex-presidente disse que os escândalos na Petrobras, revelados pela Lava Jato, eram de responsabilidade do governo.

Os diálogos entre Sarney e Machado foram revelados nesta semana pelo jornal Folha de São Paulo.

"Esse negócio da Petrobras, só os empresários que vão pagar, os políticos? E o Governo que fez isso tudo, hein?", indagou Sarney, nas conversas.

Em resposta, Machado disse que Lula "acabou".

Os políticos falam ainda em fazer um acordo para salvar Dilma Rousseff e Lula da Silva.

O director-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, disse que não há espaços para pressões na investigação.

“A Polícia Federal tem uma estrutura e uma cultura de polícia legalista. Nós cumprimos a lei, usamos os instrumentos que a lei nos permite, e não há forma ou maneira de fazer pressão, discutir pressão, ” afirmou.

Daiello explicou que “por sermos legalistas, a Polícia Federal cumpre a lei. Usamos os instrumentos que a lei permite, todos eles. Não falamos em pressão. A Polícia Federal continua trabalhando dentro dos padrões legais do direito penal e processual brasileiro”.

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