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Política angolana de agricutura alvo de fortes críticas

  • João Marcos

Foto de arquivo

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Dar enxadas e catanas a camponeses é uma política ultrapassada, diz conhecido agricultor angolano

O conhecido agricultor e membro da Associação Industrial Angola Jorge Pinto teceu fortes criticas à política agrícola do Governo, acusando o Executivo de desenvolver de iniciativas totalmente ultrapassadas e de gastos “supérfluos”.

Pinto disse que a política do Governo de entregar catanas e enxadas aos agricultores “já não existe em nenhuma parte do mundo” e que o Executivo deve entrar numa politica de mecanização da agricultura.

“Não devemos entregar catanas e enxadas, o ideal é transformar o camponês em agricultor, dando o alívio físico que ele merece”, disse, afirmando que “o cidadão não pode dobrar-se todos os dias e lavrar campos”.

“Isto já não existe em nenhuma parte do mundo, temos de mecanizar, acrescentou.

Jorge Pinto criticou também o Governo por permitir a importação de produtos de luxo e não financiar a compra de tractores para os agricultores.

“Somos um país despesista, que investe centenas de milhares de dólares em carros de luxo, mas não investe a fundo perdido duas dezenas de dólares num pequeno tractor”, disse

“É necessário que o agricultor possa produzir mais e melhor”, acrescentou perante aplausos da audiência onde falava.

Como exemplo da pobreza da agricultura angolana, Ana Medeiros, ligada ao sector das bebidas, disse que a indústria cervejeira importa quase toda a matéria-prima.

“A única matéria-prima nossa é a água”, disse.

“Tudo o resto é importado, ou seja, o malte, o milho, o arroz, o lúpulo, o açúcar e, claro, o fermento», concluiu.

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