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Polícia usa gás lacrimogéneo no cortejo fúnebre de oposicionista

  • Coque Mukuta

Funeral de Ganga, militante CASA-CE

Funeral de Ganga, militante CASA-CE

As autoridades impediram a marcha durante um período de duas horas, com recurso a dois helicópteros sobre o local, cinco viaturas pesadas no terreno e gás lacrimogéneo.

A capital de Angola continua a registar protestos e manifestações desde o passado sábado quando a Unita convocou uma mega manifestação em todo o país a propósito da morte dos activistas, Alves Kamulingue e Isaías Kassule.



Ontem vendedeiras ambulantes foram igualmente dispersadas pela Polícia Nacional de Angola quando tentavam manifestar-se.

Hoje a corporação voltou a impedir a marcha de cidadãos que protestavam contra a morte de Manuel Hilberto Ganga, pela Guarda Presidencial, quando decorria o cortejo fúnebre

A marcha de amigos, colegas e parentes de Manuel Hilberto Ganga que partiu do quartel-general dos bombeiros foi interceptada por agentes da Policia de Intervenção Rápida, Anti-distúrbio e Ordem Pública.


Alegando ordens superiores cujo origem não foi divulgada, as autoridades impediram a marcha durante um período de duas horas.

Nesse período, com dois helicópteros sobre o local e cinco viaturas pesadas no terreno, os agentes atiraram duas granadas de gás lacrimogénio sobre os amigos, colegas e parentes de Manuel Hilberto Ganga, dispersando a multidão.

Na ocasião, a mãe de Ganga pediu aos oficiais da polícia que deixasse apenas ela e a viatura com o corpo passar para enterrar o filho, o que não foi aceite.

“As nossas famílias já estão no carro deixam só passar para ir enterrar o meu filho”, lamentou mãe de Manuel Hilberto Ganga.

Após vários contactos efectuados juntos das entidades angolanas por parte dos políticos presentes, chegaram alguns autocarros enviados por quem a Voz da América não pôde identificar para transportar os presentes.

O presidente da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, recusou subir nos autocarros e
marchou a pé.

“Em homenagem ao malogrado e em respeito a família nós vamos mandar as pessoas subirem nos autocarros, mas eu não vou. Como cidadão eu vou a pé”, determinou.

Por outro lado, Lindo Bernardo Tito deputado da CASA-CE disse à Voz da América ter constituído o advogado para dar inicio ao processo judicial contra o que chama de barbaridade do Governo Angolano.

No final do funeral amigos e familiares foram saindo calmamente e sem qualquer interferência policial.

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