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Polícia sul-africana enfrenta acusações de violência e má preparação

  • Simião Pongoane

Caso Emidio Macie coloca o assunto em debate.

A condenação de oito polícias a 15 anos de prisão pela morte de um taxista moçambicano em 2013 volta a abrir o debate sobre a actuação da corporação na África do Sul.

Essa actuação ganha mais dimensões com a violência que se alastra por todo o país, em particular contra os estrangeiros, como no caso do taxista moçambicano Emidio Macie.

Este ano foram assassinados cerca de 70 agentes da Polícia em missão de serviço e de folga.

Quase todos os dias há greves e manifestações violentas na África do Sul que exigem intervenção da Polícia.

Os homens e mulheres de farda acabam agindo fora das normas devido à pressão e violência de criminosos

Mais de 350 agentes estão em conflito com a lei que devem promover e defender na sociedade.

No pronunciamento da sentença contra os oitos antigos agentes que mataram o taxista moçambicano Emídio Macie, o juiz Bert Bam apelou à contenção, dizendo que os policas são treinados para lidarem com a pressão na sociedade.

O jurista moçambicano Inácio Mussanhane considera que a missão da Policia é defender os cidadãos perante criminosos e não caçá-los, pelo que a condenação dos oitos é uma mensagem mais educativa do que punitiva.

Estatísticas oficiais da Policia indicam que pelo menos 49 pessoas são brutalmente assassinadas por dia na África do Sul em situações de violência.

Na primeira semana de Dezembro, o tribunal regional de Joanesburgo vai pronunciar a sentença contra três jovens que assassinaram o emigrante moçambicano Emmanuel Sithole em Abril passado.

O advogado José Nascimento diz que com o fim do processo de Emídio Macie vai submeter outro relacionado com a morte do outro emigrante moçambicano, Justino Malate, este ano na mesma esquadra policial de Daveyton.

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