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Polícia acusa homens da Renamo de provocar dois mortos e 20 feridos em Manica

  • André Baptista

Dois dirigentes da Frelimo foram mortos.

A Polícia de Manica, no centro de Moçambique, disse esta quinta-feira, 30, que dois secretários de localidades da Frelimo foram assassinados em dois incidentes separados e outras 20 pessoas contrairam ferimentos em ataques armados de supostos homens armados da oposição Renamo.

O chefe das Relações Públicas no comando da Polícia de Manica, Leonardo Colher, afrimou que no primeiro caso um secretário do partido no poder em Muchenhedzi (Dacata, Mosurize) foi morto a tiro na sua residência, por quatro homens.

Um segundo dirigente da Frelimo em Nhampassa (Barue), prosseguiu Leonardo Colher, foi retirado duma chapa, transporte público, quando a viatura foi interpelada a circular sem escoltas militares na N7 e foi morto parante os outros passageiros por três homens armados.

“Nos dois homicidios qualificados, pelo modus operandis, temos fortes suspeitas de que se tratam de homens armados da Renamo”, acusou Leonardo Colher, acrescentando que os dois crimes ocorreram no passado dia 22.

Colher revelou ainda que os serviços de inteligência da polícia tinham sido activados para capturar e responsabilizar os autores dos dois crimes.

Ainda segundo a Polícia, um terceiro incidente com homens armados feriu 20 pessoas esta semana, oito das quais com gravidade, depois de a viatura de transporte público em que seguiam ter sido emboscada na coluna escoltada pelo exército junto a N7.

“Quando a coluna fazia o sentido Barue-Vanduzi, os homens armados da Renamo efectuaram vários disparos, tendo dois projécteis atingido o condutor de uma viatura de um transporte de passageiros no braço e na perna, o que fez com que a viatura despistasse e capotasse”, descreveu Leonardo Colher, adiantando que reduziram disparos esporádicos contra colunas militares.

No período de uma semana, no inicio do mês, pelo menos 12 camiões de transportes de carga, incluindo de transporte de combustivel, foram incendiados, ao longo da N7, por supostos homens armados da Renamo no distrito de Barue, o que levou Lilongwe a ponderar deixar de usar estradas moçambicanas.

No troço onde a coluna militar foi activada há três semanas, a VOA testemunhou um cenário de guerra, com vários camiões incendiados pela rua, pouco depois do rio Cagole, no sentido Nhampassa-cruzamento de Macossa.

Várias aldeias ao longo da N7 estão desertas pela frequência de confrontos entre o braço armado da Renamo e as forças governamentais e outras foram evacuadas para ser transformadas em aquartelamentos.

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