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Polícia leva para parte incerta duas dezenas de activistas em Luanda

  • Redacção VOA
  • Coque Mukuta

Entrada do Tribunal Provincial de Luanda

Entrada do Tribunal Provincial de Luanda

Eles estão a concentrar-se junto do tribunal para manifestar a sua solidariedade aos activistas em julgamento.

Cerca de duas dezenas de activistas do autodenominado Movimento Revolucionário foram detidos nesta sexta-feira, 20, quando, se concentravam à frente ao Tribunal Provincial de Luanda, em Benfica, e levados para parte incerta.

Como tem acontecido desde o início do julgamento dos 17 activistas na passada segunda-feira, os jovens revús, como são popularmente conhecidos, prepararam-se para voltar a mostrar a sua solidariedade aos réus quando de repente a polícia os deteve.

Não houve resistência dos jovens, nem violência por parte da polícia que os levou para parte incerta.

O julgamento dos activistas acusados de crime de rebelião e actos preparatórios para um golpe de Estado estava aprazado para terminar hoje, mas até ao momento apenas foram ouvidos três dos 17 réus.

Ontem, durante o interrogatório do quarto réu, Domingos da Cruz, o juiz Domingos Januário José decidiu proceder à leitura do livro “Ferramentas para Destruir o Ditador e Evitar Nova Ditadura: Filosofia Política da Libertação para Angola”, da autoria de Cruz, que tem mais de 100 páginas.

Hoje, a leitura continua, o que foi considerado pelo advogado de defesa David Mendes de “medida dilatória” do juiz para prolongar o julgamento inicialmente anunciado como sendo rápido.

Mendes pediu para abandonar o julgamento durante a leitura do livro que deve ocupar grande parte da audiência de hoje.

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