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Polícia deteve dois membros de um grupo de assalto à mão armada no Namibe

  • Armando Chicoca

Comissário António Pedro Kandela, comandante provincial da polícia do Namibe (Foto - arquivo)

Comissário António Pedro Kandela, comandante provincial da polícia do Namibe (Foto - arquivo)

Dois dos sete indivíduos que assaltaram a residência dos empresários libaneses, no passado domingo, no condomínio “Cajueiro”, já estão às contas com a justiça.

Os assaltantes esgrimiram técnica e perícia tácita, levando os vizinhos e agentes da corporação em giro apeado nas mediações do referido condomínio “Cajueiro” ao silêncio, disse à VOA Isidro Inácio, sub-gerente de uma das empresas afectas aos empresários libaneses.


Os meliantes, segundo o director provincial adjunto da polícia de investigação criminal do Namibe, o superintendente Eduardo Luís, são provenientes da província de Luanda.

Munidos de pistolas, dirigiram-se no referido condomínio disfarçandos de oficiais dos Serviços de Emigração e Estrangeiro.

Depois do assalto, os meliantes exigiram avultadas somas em dinheiro às vitimas Bilal Nesser, mais conhecido por Cobe, e Mousa Sherif el Hussein, também conhecido por Moisés, resultante das vendas de sexta-feira e sábado, culminando com o cárcere privado, expropriação dos telemóveis, espancamentos, amarrados e e amordaçados com fita-cola na boca.

Tal como diz a velha máxima, “o crime não compensa”, os meliantes perseguidos pela polícia nacional local escapuliram para a cidade do Lubango, mas nem com isso evitaram a captura. Acabaram detidos num dos restaurantes do Millenium, segundo confirmou Tonas Lenda Sebastião, mais conhecido por Tonas Capitão, um dos integrantes do grupo de assaltantes.

Por outro lado, confessou estar arrependido pelo facto de ter-se envolvido na prática de tal crime, que considera ser, no seu entender, repugnante.

“Tenho família, tenho a minha vida. Aqui não é meu lugar”, reagiu o jovem a contas com a justiça por prática do crime de assalto a mão armada na residência de empresários libaneses.

O sub-gerente da Ribalta, empresa a que pertenciam os cidadãos libaneses, Isidro Inácio disse à VOA que os meliantes foram astutos e por isso mesmo as esperanças de ver o caso esclarecido com a detenção dos implicados era remota.

“Sem pistas, astuciosos tal como aconteceu, sinceramente não tive esperanças de que este caso seria esclarecido com os actores detidos tão cedo. Tenho apenas que agradecer à policia pelo brilho profissional demonstrado”, disse Isidro Inácio, sub-gerente da Ribalta imobiliária, filial no Namibe da empresa dos Libaneses.

A Policia diz que persegue outros marginais, sendo um deles conhecido como chefe do referido grupo, com o nome de nome “Raio X”, membro das Forças Armadas em activo em Luanda.
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