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Polícia cubana prende manifestantes e impede protestos

  • Redacção VOA

José Daniel Ferrer, um dos opositores detidos

José Daniel Ferrer, um dos opositores detidos

Activistas dizem que 42 pessoas foram detidas e 20 casas das Damas de Branco foram sitiadas.

A polícia cubana impediu neste domingo, 18, manifestações da oposição e prendeu dezenas de dissidentes.

A informação foi avançada à AFP por activistas da oposição que convocaram as primeiras manifestações após a morte de Fidel Castro a 25 de Novembro.

"Foi uma operação conjunta às 6 horas em Santiago de Cuba e Palma Soriano e foram feitas 42 prisões, sendo 20 em Santiago, 12 em Palma e 10 em Havana”, disse José Daniel Ferrer, líder da União Patriótica de Cuba (Unpacu), por telefone, à AFP.

O próprio Ferrer ficou detido por algumas horas em Santiago de Cuba e foi conduzido à estação policial conhecida como Micro 9.

"Fui ameaçado, disseram que, com esta convocação, eu estava propiciando os crimes de desordem pública, atentado, desacato e espionagem", acrescentou Ferrer após ser libertado.

Em Havana, o grupo Damas de Branco também informou à AFP que pelo menos 20 casas das suas integrantes foram "sitiadas" pela polícia neste domingo.

"Temos notícias de que pelo menos 20 casas foram sitiadas para impedir que saíssemos em passeata hoje, entre elas a sede", disse a responsável, Berta Soler.

Após a morte de Fidel Castro, a 25 de Novembro, a dissidência não realizou qualquer manifestação, nomeadamente as tradicionais passeatas de domingo das Damas de Branco, durante o luto de nove dias.

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