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Polícia atribui ataque a Renamo que matou uma mulher e feriu outra em Manica

  • André Baptista

Manica

Manica

Renamo refuta acusações e diz que Forças de Defesa e Segurança queimam casas de supostos apoiantes do partido.

Um novo ataque atribuido ao braço armado Renamo matou uma mulher e feriu uma outra durante uma investida do grupo a uma coluna de viaturas, de escolta obrigatória do exército no troço da estrada nacional número sete, entre Catandica e Vanduzi, em Manica, centro de Moçambique.

A denúncia é da porta-voz da Polícia de Manica, Elsidia Filipe.

A mulher foi atingida mortalmente na cabeça e uma outra sofreu com os estilhaços de vidros de uma janela, quando foram disparados tiros contra um autocarro publico da empresa Linhas Terrestres de Moçambique (LTM), que seguia na escolta de viaturas naquele troço.

“Os homens armados da Renamo atacaram um transporte de passageiros que seguia numa coluna de viaturas sexta-feira a tarde, no sentido Catandica-Vanduzi. Deste ataque registamos um óbito e um ferido grave, além de danos materiais na viatura”, denunciou Elsidia Filipe, porta-voz da Polícia de Manica, afiançando que durante a perseguição aos atacantes, foram desactivadas duas bases, de onde foram recuperadas 95 munições de AKM.

A Polícia acusou ainda o mesmo grupo armado de ter incendiado nove casas e uma viatura de uma autoridade tradicional em Muco, no distrito de Mossurize, sul da provincia de Manica, tendo uma criança de quatro anos sofrido queimaduras durante o incidente.

Entretanto, a Renamo em Manica rebateu a acusação da Polícia, insistindo que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) são responsáveis pela destruição de várias residências, sob alegação dos moradores estarem a proteger homens do braço armado da oposição.

“Agora 536 familias estão ao releto em Mossurize, porque as casas foram incendiadas pelas Forças de Defesa e Segurança”, retorquiu Manuel Zindoga, delegado da Renamo na cidade de Chimoio, assegurando que o maior mal vem das forças estatais.

A região centro de Moçambique tem sido palco de confrontos entre o braço armado do principal partido de oposição e as FDS, além de denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos da Renamo e da Frelimo

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