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Polícia angolana promete investigar confrontos na Gabela

  • Fernando Caetano

Populares atacaram esquadra da policia após incidente com motocilista. Duas pessoas morreram

O segundo comandante geral da Polícia Nacional, comissário-chefe Paulo de Almeida prometeu uma investigação completa aos incidentes da semana passada em que populares tentaram atacar uma esquadra da polícia na Gabela, província do Kwanza Sul.

O ataque, em que uma pessoa foi morta a tiro, deu-se depois de um motociclista ter sido morto ao embater-se contra um caro quando era perseguido pela polícia.

Paulo de Almeida disse que populares queimaram uma viatura dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros e atacaram um supermercado local e a esquadra ao tentaram fazer justiça com as próprias mãos atentando contra o poder da autoridade da polícia.

Almeida fez essas declarações à saída de uma reunião que manteve com o vice-governador para a área técnica e infra-estruturas António da Gama Lopes Teixeira, membros da administração local e oficiais da Polícia Nacional, a fim de inteirar-se dos factos que levaram populares a insurgirem-se contra o efectivo da Polícia Nacional e dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros na passada quarta-feira.

"Constatamos que se registou a morte de dois cidadãos, a destruição de uma ambulância ao Serviço dos Bombeiros e das instalações do supermercado Martal, mas o ambiente na região é calmo", disse o comissário-chefe.

Paulo de Almeida disse que tudo começou quando foi dada ordem da abrandamento a um motociclista em alta velocidade, mas este desrespeitou a ordem e ao tentar fugir embateu contra uma viatura e morreu no local.

Por isso, disse, os colegas motociclistas insurgiram-se contra a polícia, queimaram uma viatura e dirigiram-se ao comando policial para invadir a esquadra. Foi então que um segundo cidadão foi atingido mortalmente.

O segundo comandante geral da Polícia Nacional Paulo Almeida garantiu que as investigações vão continuar para apurar as circunstâncias em que ocorreram esses factos e responsabilizar ou não os culpados.

Almeida informou também que a administração municipal está a prestar apoio às famílias das vítimas.

Entretanto, em comunicado, o Governo do Kwanza Sul acusou a Unita de estar a fazer aproveitamento político através da imprensa privada com o facto ocorrido.

O secretário provincial para informação e marketing do Galo Negro Celestino Samahina Bartolomeu já reagiu, negando tais acusações.

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