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Polícia acusa homens da Renamo de atacarem colunas do exército

  • André Baptista

Ataques ocorreram em Sofala e deixaram um ferido grave.

A Polícia de Sofala, no centro de Moçambique, acusou esta terça-feira, 23, homens armados da Renamo de terem atacado a tiros as duas escoltas militares que circulam nos troços Save-Muxúnguè e Nhamapadza-Caia.

No principio da manhã, uma coluna de viaturas foi atacada na zona de Zove, no posto administrativo de Muxúnguè, quando fazia o trajecto Save-Muxúnguè, de acordo com a polícia.

Uma pessoa ficou ferida com gravidade e recebeu cuidados médicos no hospital rural de Muxúnguè.

Já no principio da tarde, e ainda segundo a polícia, os homens armados da Renamo atacaram a escolta militar no segundo troço da Estrada Nacional N1, quando viajava no sentido Nhamapadza-Caia, imobilizando no local o blindado que conduzia as escoltas e danificando outras duas viaturas.

“As forças de defesa e segurança responderam prontamente a estes ataques nos dois troços, e encontram-se no local a permitir que as escoltas continuem decorrendo de forma tranquila”, disse Sididi Paulo, porta-voz do comando da Polícia de Sofala.

Paulo reiterou que as forças de defesa e segurança estão engajadas em repelir os ataques dos homens da Renamo e que tudo está a ser feito no terreno para garantir a ordem e tranquilidade publicas.

“Estes ataques de que estamos a falar são ataques perpetrados durante as escoltas das forças de defesa e segurança, sendo estes os primeiros ataques em colunas perpetrados por homens armados da Renamo”, afiançou Sididi Paulo, salientando que além dos ataques nos dois troços ainda não foram reportados em Sofala outros ataques.

A polícia moçambicana em Sofala activou uma segunda escolta militar de viaturas junto à N1, a principal estrada do país, no troço Nhamapadza-Caia, palco de ataques a carros civis, depois de reactivar o troço Save-Muxúnguè.

O novo troço tem 100 quilómetros de distância e fica a 300 quilómetros a norte de Muxúnguè.

Ao todo serão feitas quatro a seis viagens diárias de colunas, desde Nhamapadza a Caia, nos distritos de Maringue e Caia, um dos perímetros que a Renamo ameaçou colocar controlos, e que começou a registar ataques a viaturas civis

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