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Polícia do Cuanza Sul acusa dirigentes da Unita de serem responsáveis da morte de três militantes

  • Fernando Caetano

Unita diz que tudo não passa de uma cabala do MPLA.

A polícia do Cuanza Sul acusa dois representantes da Unita de serem os autores morais dos assassinatos de três militantes do partido do Galo Negro ocorridos no passado dia 9.


Os incidentes ocorreram no município de Cassongue, província do Cuanza Sul, no passado dia 9 e na altura a Unita acusou o MPLA de ter assassinado três dos seus militantes quando celebravam mais um aniversário do partido.

A polícia, através do director provincial adjunto da polícia de investigação criminal, superintendente Mário Lino de Sousa, anunciou agora a detenção para averiguações de Paulo Constantino da Cruz, também conhecido por Black, e Graciano Bulika, a quem acusa de serem os autores dos crimes.

Sousa contraria agora a versão do secretário provincial da Unita para a Informação e Marketing, Celestino Bartolomeu, que na altura disse que os dirigentes do seu partido tinham seguido todas as normas legais para avisarem as autoridades da intensão da "movimentação" que tencionavam fazer.

O superintendente Mário Lino de Sousa diz que a atitude protagonizada por elementos da Unita visaram e visam tão-somente ludibriar as forças de defesa e segurança.

Entretanto, Paulo Black e Graciano Bulika são, respectivamente, primeiro secretário e secretário para a organização da Unita no Cassongue.

Segundo o secretário para a informação da Unita Celestino Samahina, esta cabala foi montada por Luciano Nguli, primeiro secretário municipal do Mpla no Cassongue.

Enquanto isso, a polícia disse continuar as investigações, tendo por suspeitos os dois responsáveis da Unita que estiveram detidos por cinco dias.
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