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Pode um telemóvel ajudar a parar o Ébola?


Os telemóveis têm sido essenciais na divulgação de informação importante sobre o recente surto do vírus Ébola, mas eles podem fazer muito mais.

Os telemóveis têm sido essenciais na divulgação de informação importante sobre o recente surto do vírus Ébola, que tem sido letal na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa, com alguns casos a registar na Nigéria e República Democrática do Congo, por exemplo, mas eles podem fazer muito mais. Pelo menos é assim que ventures-africa.com encara o potencial destes dispositivos.

Para evitar equívocos, é preciso entender que os telemóveis ou quaisquer outros electrónicos do género não representam a cura.

Representam antes a prevenção e a detecção.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre 19 e 20 de Agosto foram registados 142 novos casos de Ébola e 77 mortes na Guiné Conacri, Libéria, Nigéria e Serra Leoa.

Os últimos números apontam, para esses quatro países, um total de 2.615 casos e 1.427 mortes.

À medida que o vírus se propaga o comércio abranda, as fronteiras são encerradas, as restrições nas viagens de avião aumentam, o que tem impactado em pequenos negócios e até em multinacionais.

Ethel Cofie, da comunidade africana de tecnologia escreveu, por isso, um artigo no site ventures-africa.com sobre o papel importante que os telemóveis e as redes sociais têm desempenhado na partilha de informação fundamental sobre segurança e prevenção em relação ao Ébola.

Mas Ethel questiona-se se já terá sido feito o suficiente.

Segundo escreve, já foram desenvolvidos e testados dispostivos móveis no Ruanda que conseguem diagnosticar o VIH e a Sífilis. O Projecto Vilas do Millennium usou telemóveis carregáveis com energia solar para combater a malária. Existem dispositivos que ajudam a analisar o ADN.

A empreendedora em tecnologia sugere por isso que se pense num diagnóstico simples provido através de telemóvel que ajude os técnicos de saúde a identificar rapidamente e com eficácia os pacientes com Ébola.

A rápida detecção do vírus pode representar a real diferença entre morrer e sobreviver, quando se contrai o vírus.

“Imagine-se um dispositivo anexado ao telemóvel de um técnico de saúde que consiga analisar uma amostra de sangue para detectar a existência do vírus e providenciar os resultados preliminares. Os técnicos de saúde podiam igualmente usar a tecnologia para actualizar em tempo real o foco da doença e sua propagação, de modo a alocar melhor os seus recursos”, adianta Ethel Cofie.

Ethel é uma Mandela Washington Fellowship e empreendedora em tecnologia, que já trabalhou para fundações como a Bill & Melinda Gates e Ford Foundation. Ela dirige uma associação tecnológica de mulheres no Gana e está a trabalhar actualmente com grupos de mulheres que têm o objectivo de criar uma aliança Africana de tecnologia.


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