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PM moçambicano: má qualidade das infra-estruturas como causa da destruição provocada por ciclone

  • William Mapote

Carlos Agostinho do Rosário aponta também o dedo à corrupção

"Empreiteiros querem ficar com o dinheiro", acusou Carlos Agostinho do Rosário.

O primeiro-ministro moçambicano Carlos Agostinho do Rosário apontou hoje a má qualidade das obras como uma das causas da destruição das infraestruturas públicas na província de Inhambane durante a passagem do ciclone tropical "Dineo".

"O grande problema é a qualidade das obras, os projectos de construção tem de ter em conta que, no nosso país, sempre haverá ciclones", afirmou Rosário em declarações a jornalistas após uma visita a empreendimentos destruídos pela intempérie na semana passada.

As entidades responsáveis, prosseguiu o governante, devem intensificar a fiscalização das obras, para verificar a sua conformidade com os requisitos de segurança e manutenção.

"O orçamento que é planificado para a construção não é aplicado, porque os empreiteiros querem ficar com o dinheiro", acusou Carlos Agostinho do Rosário.

Sete pessoas morreram e mais de 650 mil foram afectadas pelo ciclone tropical "Dineo", que destruiu igualmente mais de 100 infraestruturas públicas, incluindo edifícios do Governo, unidades sanitárias e escolas, um prejuízo avaliado em 12 milhões de euros.

Moçambique é ciclicamente atingido por ciclones e cheias, responsáveis por avultados danos materiais e mortes.

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