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PM de Cabo Verde reclama ajuda internacional para enfrentar mudanças climáticas

  • Alvaro Ludgero Andrade

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde

José Maria Neves diz que cerca de 30 por cento da energia em Cabo Verde é de origem eólica ou solar.

O primeiro-ministro de Cabo Verde discursou nesta segunda-feira na Cimeira de Paris sobre o Cima COP21 e advogou uma atenção especial aos países pequenos e insulares e de rendimento médio e baixo para enfrentar as mudanças climáticas que já provocam consequências no arquipélago.

A cimeira, disse Neves, "deve aceitar a centralidade da causa dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, como participantes activos na construção da resiliência às mudanças climáticas".

Em conversa com a VOA a partir de Paris minutos depois da sua intervenção, José Maria Neves voltou a defender o acesso de países como Cabo Verde ao Fundo Verde que, por agora, pode chegar a 100 mil milhões de dólares em 2020 e 200 mil milhões em 2030, bem como a outras fontes de financiamento.

Apesar de o seu país defender o aumento de até 1 grau e meio de temperatura, José Maria Neves espera que, no máximo e como advoga a maioria dos Estados, não se ultrapasse os dois graus centígrados.

O primeiro-ministro diz que as iniciativas de Cabo Verde nesta matéria estão a ser bem recebidas pela comunidade internacional, nomeadamente o objectivo de usar 100 por cento das energias renováveis na rede eléctrica até 2030.

"Temos um programa de plantação de mais oito milhões de árvores nos próximos anos e de mobilização de água, para melhorar a segurança alimentar e combater a pobreza", continuou Neves, lembrando que o seu Governo adoptou "um programa ambicioso em relação às energias renováveis para reduzir a nossa dependência energética, promover uma economia de baixo carbono e mais resiliente às mudanças climáticas".

Neste momento cerca de 30 por cento da energia em Cabo Verde é de origem eólica ou solar.

Na sua interveção, José Maria Neves lembrou a proximidade do país ao "poderoso vizinho" Saara e reiterou que os cabo-verdianos sabem por experiência o que é a "fome, a morte e a emigração forçada pela seca e pela desertificação".

Hoje, o Chefe de Estado cabo-verdiano encontra-se com o presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Junker com vai debater o estado actual da parceria estratégica existente entre Cabo Verde e a União Europeia.

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