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Piloto da LAM era pessoa "serena"

  • Redacção VOA

Embraer 190, igual ao que se despenhou

Embraer 190, igual ao que se despenhou

Piloto acusado de ter provocado acidente foi instrutor de muitos outros pilotos e é também descrito como "meticuloso"

O comandante do avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) que foi responsabilizado pelo recente acidente em que morreram 33 pessoas foi descrito por um seu amigo como uma pessoa “muito serena”.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Aviação de Moçambique (INAM), João Abreu, disse em conferência de imprensa Sábado , que o relatório preliminar, quase concluído, mostra ter havido o que chamou de "clara intenção" do comandante em provocar o acidente sem, no entanto, explicar as causas dessa conclusão.

O comandante era Hermínio dos Santos Fernandes, um piloto de vasta experiência e que era também instrutor de pilotos

A conclusão da investigação deve estar certamente a provocar surpresa entre aqueles que o conheciam e que o consideravam como um piloto exemplar.

Ainda esta semana Alves Gomes, que é Vice-Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, para a Área da Aviação Civil, disse estar convencido que o acidente certamente se devia uma situação catastrófica ocorrida com o avião em pleno voo.




“ (O comandante Herminio) Era uma pessoa muito meticulosa, estudiosa e uma pessoa muito serena,” disse há poucos atrás à Voz da América Alves Gomes.

“Não estou a ver como é que esta pessoa tenha enfrentado esta situação sem a poder resolver,” acrescentou afirmando que portanto no acidente, o comandante se deveria ter deparado “com factores completamente adversos ás suas capacidades”.

Alves Gomes disse ainda que “o comandante Hermínio era instrutor” e que dava “uma aula dinâmica”.

“Há dezenas de pilotos que voam hoje graças aos ensinamentos do comandante Hermínio,” acrescentou.

O avião despenhou-se na rota entre Maputo e Luanda tendo morrido todas as pessoas a bordo, 27 passageiros e seis membros da tripulação

O co-piloto teria abandonado o cockpit de controlo para se deslocar aos lavabos pelo que o piloto estava sozinho aos comandos.

A Comissão de Investigação comprovou que todas as acções observadas nas gravações requerem um conhecimento dos sistemas automáticos do avião, uma vez que toda a descida foi executada em piloto automático ligado. Isto denota uma clara intenção.

Durante estas acções foram audíveis toques de alerta de baixa e alta intensidade bem como repetidas pancadas na porta como solicitação de entrada na cabine”, dando a entender que o co-piloto se deu conta que algo ia mal e queria entrar.

A razão para todas estas acções é desconhecida e a investigação prossegue”, disse João Abreu.

Caso se confirme a que o comandante foi quem causou deliberadamente o acidente esta não será contudo a primeira vez que tal acontece na historia da aviação civil.
Uma investigação ao acidente em, Outubro de 1999 em que um avião das linhas aéreas egípcias se despenhou ao largo de Nova Yorque concluiu que o acidente tinha sido o resultado de um acto intencional do comandante.

Nesse acidente morreram 217 pessoas

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